Por Bruno Torturra Nogueira fotos Marcelo Naddeo
“Motherfucker!” Foi o melhor xingamento que Ricardo Bruni (na foto) escutou na vida. O coro de americanos não acreditou quando o bumerangue que acabara de atirar voltou ao lugar de origem depois de voar 109 metros (109 de ida e 109 de volta, é bom deixar claro). Ele, o brasileiro que disputou o campeonato americano de bumerangue – realizado no primeiro semestre – como um convidado café-com-leite, levou o ouro na categoria distância. “Até o bumerangue era emprestado. Os caras não se conformaram quando anunciaram o vencedor”, conta aos risos o atleta canarinho.
Com os anos, a coisa voou longe. Ricardo se tornou um exímio praticante do esporte. E mais: largou o trabalho que tinha em informática para projetar e fabricar bumerangues no fundo de sua casa. Atualmente, ele vende mais de mil peças por mês e fatura cerca de 10 mil reais. Aos 34 anos, ajudou a fundar a primeira associação do esporte no Brasil, a Associação Brasileira de Bumerangue, tem um dos sites mais completos do mundo sobre o assunto (www.bumerangue.com) e foi um dos organizadores do primeiro campeonato pan-americano de bumerangue, que aconteceu em Itu (SP) em agosto passado. A equipe do brasileiro ficou em segundo lugar, atrás dos norte-americanos, que aproveitaram para dar o troco. Na próxima edição do campeonato americano, porém, no fim deste ano, o homem dos 109 metros promete ir (e voltar) com tudo.
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