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Veteranos em Alta

COROA E COROADO


Duas boas histórias, uma protagonizada por um veterano surfista brasileiro e a outra por um campeão havaiano, fizeram a semana do surfe no mundo.
Na primeira delas o coroado bicampeão mundial Andy Irons venceu pela primeira vez em Jeffrey´s Bay, África do Sul, e disparou na liderança do WCT. O havaiano já acumulava dois segundos e dois terceiros lugares na temporada e estava no topo da lista de classificação, mas não parecia confortável sem vitórias. De quebra tinha Kelly Slater – ainda tem – na segunda colocação e defendendo o título da etapa, que no ano passado marcou sua arrancada para ficar pau a pau com Irons até a decisão em Pipeline.
Esse cenário fez o havaiano chegar antes na África do Sul, e como aquecimento ele venceu o WQS seis estrelas de Durban. Embalado seguiu para as longas e tubulares direitas de Jeffrey´s.
O esperado duelo com Kelly Slater não aconteceu, já que o americano caiu nas quartas-de-final, e agora precisa de ao menos duas vitórias para voltar a sonhar com o heptacampeonato.
Na final, contra o australiano Nathan Hedge, Irons, com uma onda perfeita, nota 10, abriu mais que o dobro de pontos sobre o vice-campeão da etapa. Resultado: confiança readquirida, um grande passo para a conquista do tricampeonato mundial, quase 1.500 pontos de vantagem sobre o segundo colocado e US$ 45 mil em prêmios conquistados em duas semanas na África do Sul.
Enquanto Irons dava seu show particular na África do Sul, um veteraníssimo do surfe nacional fazia história em Ubatuba (SP). O carioca Pedro Muller deixou de lado por algumas horas a função de presidente, em segundo mandato, da Associação Brasileira de Surf Profissional para, aos 38 anos, faturar uma etapa do Super Surf.
Ele não apenas entra para os registros como o mais velho surfista a vencer no Circuito Brasileiro, como quebra um jejum de 11 anos. Não é preciso dizer que o carioca, que foi campeão brasileiro em 89 e tem dúzias de vitórias na carreira, considerou essa a maior conquista de todas. O título ainda lhe valeu o recorde de vitórias no Brasileiro, nove, empatado com Peterson Rosa.
A quarta e penúltima etapa do Super Surf aconteceu em Itamambuca, com as ondas variando muito de qualidade. O atual bicampeão brasileiro Léo Neves caiu logo na sua primeira participação na etapa, numa dessas baterias nas quais as ondas não contribuíram.
A derrota de Léo animou a torcida local, que viu os ubatubenses Renato Galvão e Odirley Coutinho seguirem adiante.
Galvão chegou até as quartas-de-final, quando foi derrotado por outro veterano, Wagner Pupo, 36. E Coutinho foi barrado pelo cearense Adilton Mariano, a maior surpresa da etapa, na semifinal, deixando escapar a liderança do ranking.
A decisão do Super Surf 2004 será em outubro, em Saquarema (RJ). No masculino só Galvão, Coutinho e Neves têm chances. No feminino o clube das pretendentes é ainda mais restrito, só as cearenses Tita Tavares e Silvana Lima podem chegar lá.


NOTAS


‘SE NÃO PODE TE MATAR…’
‘…não é extremo’, a segunda edição do desafio de surfe que é organizado e julgado pelos próprios surfistas, e cujo título dá uma noção do que se esperar, está prevista para acontecer no Chile, em agosto, com apoio governamenal.


MUNDIAL DE SKATE – REPÚBLICA TCHECA
Ferrugem venceu mais uma e pode chegar ao título do street já nas próximas etapas, nos EUA e Canadá. A final será no Brasil. E Sandro Dias, com dois 900º, venceu o ‘best trick’ no vertical, mas ficou em 11º na prova.


SANDBOARD – FORTALEZA (CE)
Neste fim de semana, a Praia do Futuro recebe os melhores atletas da prancha de areia para a prova de ‘Big Air’, em uma rampa artificial de 12 metros de altura.


FOTO: Ivan Storti/SuperSurf 

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