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Uma longa aventura

A Expedição Mata Atlântica, ou EMA, aquele que era o maior circuito de corrida de aventura do Brasil até 2002, ensaia a sua volta. A sorte da EMA, cujos circuitos foram inaugurados em 1998, uma década depois do pioneiro francês Raid Gauloises, mudou quando Alexandre Freitas, seu idealizador, foi vítima de um parasita raro e quase fatal que entrou em seu organismo durante a realização do Eco-Challenge das Ilhas Fiji, em 2002.

Desde então as competições por ele promovidas, que eram as mais concorridas do país, deixaram de ser realizadas. Alexandre ainda não anda, ouve ou enxerga perfeitamente, mas, com total domínio sobre suas faculdades mentais, tem intenção de retomar as atividades da EMA, hoje resumida a escola, que visa apresentar a atividade a interessados.

Enquanto Alexandre vivia seus momentos mais difíceis, outras competições surgiram e/ou cresceram no país. Entre cerca de 30 organizadores, com provas acontecendo do Pará ao Rio Grande do Sul, Sergio ?Zolino? Sá, do Adventure Camp, e Said Aiach Neto, do Ecomotion, são os que estão há mais tempo e reúnem os maiores grupos.

O Adventure Camp desde o início tem a proposta de formar novos atletas, introduzindo o conceito e os principais fundamentos. As aulas de leitura de mapa com bússola, de remo e até noções ecológicas são seguidas de provas curtas, entre seis e dez horas, num pacote de final de semana. O universo de iniciantes é eclético, mas vêm se destacando dois grupos, o de mulheres e o de pais e filhos.

O Ecomotion foi o que de fato ocupou o espaço antes preenchido pela EMA. O Natura Kayak Short Adventure, circuito de um dia do Ecomotion, este ano terá três etapas ? a segunda neste sábado em Ubatuba ? e reúne até 150 duplas, limite ecologicamente estabelecido para evitar maiores impactos ambientais. É hoje o maior circuito do país e inaugurou a categoria Master, com ao menos um membro com mais de 45 anos, visando a participação de famílias.

Já o Ecomotion Pro é a prova longa, para atletas experimentados, brasileiros e estrangeiros, e será uma das pernas do campeonato mundial. Com equipes de quatro atletas (ao menos um do sexo oposto), a prova será disputada em outubro entre Itacaré e Morro de São Paulo (BA), num percurso de 500 km. Serão 50 equipes, 25 de brasileiros e 25 de estrangeiros e representantes de 12 países já confirmaram presença. As inscrições para as equipes brasileiras serão abertas em julho.

O Brasil tem as condições geográficas ideais para que esse tipo de atividade contemporânea se desenvolva. O número de praticantes ainda é discreto, o que é natural para uma indústria que ainda está engatinhando. Não passa de dois mil o número de corredores de aventura que fazem mais de uma prova por ano. Nos Estados Unidos, esse contingente chega aos milhões. É, portanto, de se esperar que as competições nacionais venham a ser cada vez mais freqüentadas e assistidas. Se for assim, Alexandre Freitas, mesmo semi-afastado, terá prestado um grande serviço à comunidade.


NOTAS


BRASIL BEM NO WQS
O surfista Peterson Rosa foi vice-campeão e Adriano Mineirinho chegou à semifinal da etapa seis estrelas nas Ilhas Maldivas. Neco Padaratz continua liderando o ranking seguido por Marcelo Nunes.

SELETIVA SUPER SURF
Começa hoje em Itamambuca, Ubatuba (SP), a seletiva Petrobrás, com mais de 200 atletas disputando os primeiros pontos do ranking que definirá 14 classificados para o Brasileiro 2005.

SKATE NÃO É SÓ PARA MENINOS
Neste sábado a Associação Brasileira de Skate Feminino se reúne para discutir os rumos da categoria e inaugurar seu site.
 

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