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Todos os cantos

“Peço-lhes que encarem ainda uma vez o seu trabalho de um outro modo, como uma missão: criar para os meninos de amanhã lugares de origem, cidades e paisagens que constituirão o mundo das imagens e a imaginação desses meninos. E gostaria que vocês levassem em conta o contrário do que, por definição, é a sua missão: não projetem apenas construções, criem também espaços livres que preservem o vazio, para que o cheio não nos obstrua a vista — que ele deixe o vazio para o nosso descanso”
Wim Wenders dirigindo-se aos arquitetos em seu texto A Paisagem Urbana

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Por Filipe Marcel

SÃO PAULO:
“Qualquer lugar térreo, amplo, com muito verde, que traga sinônimo de paz. Para mim, metade da arquitetura precisa de paisagismo. Gosto do prédio da gravadora Trama, em Santo Amaro, por reunir arquitetura e verde. Posso dizer que é uma ‘arquitetura sutil’. Em termos de bem-estar, gosto muito de uma escola na periferia de São Paulo onde fiz uma intervenção [Escola Jardim Ataliba Leonel, zona norte]. Foi uma parceria com arquitetos que deu bastante certo.”
(foto dos painéis que abrem está matéria – crédito: Nelson Kon)
Speto, artista gráfico

VAI LÁ: Escola Jardim Ataliba – R. Carlos Martel, 11, Tucuruvi, tel.: (11) 6244-6583
 

“Gosto de estar nos meus escritórios, principalmente na matriz, na avenida Paulista, ou em
qualquer lugar em que eu esteja trabalhando. Sou workaholic assumida.”
Valentina Caran, corretora de imóveis

VAI LÁ: Av. Paulista, 2703, 16º Andar, Cerqueira César, tel.: (11) 3178-4633  

RIO DE JANEIRO:
“Design não ajuda ninguém a se sentir em casa, não leva em consideração as necessidades de cada um. Na minha opinião, o design e a arquitetura servem apenas para o ego de quem faz, para as pessoas acharem chique e elegante, não atendem nenhuma função social. É como aqueles irmãos Campana: o que eles fazem com aquelas cadeiras? De que serve uma cadeira cheia de ‘cobrinhas’ pra você sentar? Aqui no Rio, quase não saio de casa. Quando saio, vejo que os lugares viraram moda. Acho que a moda destrói as características que poderiam ser mantidas, transforma a cultura que existe em bairros tradicionais, como a Lapa.”
Miguel Rio Branco, fotógrafo

“Eu me sinto em casa no Parque Nacional da Tijuca. Além de ser a
cara do Rio, tem várias opções de lazer, como ir almoçar num
restaurante pequeno que faz uma comida caseira supergostosa. O visual é lindo, sem contar as cachoeiras, que são um espetáculo à  parte.”
Alinne Moraes, atriz

VAI LÁ: Estrada da Cascatinha, 850, Alto da Boa Vista, tel.: (21) 2492-2252

CURITIBA:
 “Existe um restaurante francês, meio Dalton Trevisan, meio Stanley
Kubrick, em Curitiba, chamado Ile de France. Um teatro lindo é o Paiol. Um outro lugar que eu adoro é a Universidade do Meio Ambiente.”
Felipe Hirsch, dramaturgo

VAI LÁ:
Ile de France – Praça 19 de Dezembro, 538, Centro, tel.: (41) 3223-9962
Universidade Livre do Meio Ambiente – R.Victor Benato, Pilarzinho, tel.: (41) 3254-3734

RECIFE:
“Gosto muito da Rua da Aurora, uma das que dá acesso ao Recife antigo. Ela fica cheia de gente na época do Carnaval e é meio que um cartão postal da cidade. Morei lá por uns anos. Gostava de correr e ver meus filhos [são dois] brincarem. É uma rua bastante familiar.”
Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi

PORTO ALEGRE:
 “Quando não estou em casa me sinto mais em casa num bom restaurante, de preferência na companhia de amigos, mas não destaco um lugar específico.”
Luis Fernando Verissimo, escritor

SALVADOR:
“Meu lugar mais íntimo, onde me sinto mais completo, ou ‘em casa’, é dentro do meu laboratório fotográfico. Para mim é como estar em plenitude com o ambiente, pois eu mesmo o construí. Conheço cada pedaço dele. A luz vermelha exerce uma magia no meu inconsciente e me remete à  infância, quando usava pequenos pedaços de papel fotográfico para imprimir silhuetas brancas de insetos que achava no quintal. Esses elementos, somados à música, me deixam em estado de total harmonia. Não é à toa que costumo dizer que ampliar fotografias nessa era digital é um trabalho de monge. É como meditar.”
Christian Cravo, fotógrafo

VAI LÁ
: “Meu laboratório não é aberto ao público, mas jovens fotógrafos sempre me ligam para pedir opinião. Marco os encontros para ver os portfolios na galeria Paulo Darzé, um excelente espaço”
R. Dr. Chrysippo de Aguiar, 8, Corredor da Vitória, tel.: (71) 3267-0930

BELO HORIZONTE:
“Me sinto em casa num restaurante bem rústico chamado Xapuri, que fica na mesma rua onde moro. Sempre que há visitas por aqui ou quando voltamos cansados e famintos de viagem vamos até lá para comer, em estilo slow food. É a melhor comida mineira das galáxias! Até mesmo nossa filha de dois anos e meio já descobriu o lugar bacana que é (claro que o passeio de pônei ajuda). Além das maravilhas gastronômicas, toda a decoração deixa o lugar muito acolhedor. É como se a gente entrasse num sítio encantado. Conheço o cardápio de cor e mesmo o que não tem no cardápio, vez por outra me atrevo a pedir. São segredinhos que vamos conhecendo. Tem até lojinha de artesanato, doces e bebidas pra gente levar para casa.”
Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu
(foto por Fabiana Figueiredo)

VAI LÁ:
R. Mandacaru, 260, Pampulha, tel.: (31) 3496-6857

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