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Todo terreno

As provas de corrida de aventura conquistaram seu espaço no Brasil. Condições geográficas favoráveis, mais o crescente interesse por atividades ligadas à natureza e a iniciativa de atletas-empresários que organizam o setor, intensificam o calendário deste ano. A perspectiva de sediar o Mundial em 2008 também contribui. Contestada por uns e idolatrada por outros, a modalidade não pára de crescer e vem se tornando o esporte de aventura que atrai o público mais eclético. Na semana passada, rolou a primeira etapa do Adventure Camp, prova de curta duração que estimula a atuação de iniciantes. No final de semana, começa o Desafio dos Vulcões, que parte de San Martim de Los Andes, na Argentina, e percorre 550 km até a Patagônia chilena, na região de Pucón. Cruzando a fronteira dos países do Cone Sul, estarão 50 equipes, entre as melhores do mundo, para a mais tradicional prova da América Latina. No dia 31, ocorre a etapa regional do Nissan XTerra Brazil, em Angra dos Reis, com 1,5 km de natação, 29 km de mountain bike e 9 km de corrida. A essência é a mesma: pedir licença à natureza e acelerar atrás do equilíbrio entre energia e adrenalina, pessoal e da equipe. É prova para treinar para eventos mais pesados, como o Ecomotion, o maior do gênero no país e que dá pontos no circuito mundial da ARWorld Series. E, em agosto, o Brasil será palco da mais importante prova de triatlo cross-country do mundo, o XTerra Global Tour, que volta a Ilhabela, SP. Dois mil esportistas são esperados na etapa mundial da modalidade. A febre de corridas de aventura, modalidade criada na França e popularizada pelo americano Mark Burnet, responsável também pela febre dos reality shows, achou na América do Sul um grande parque de diversões. Na praia das competições de longa distância, o Brasil terá a dupla de ciclistas Júlio Paterlini, 40, e Mário Roma, 44, no Cape Epic 2007, conhecida como Prova das Estrelas, por reunir diversos campeões mundiais e olímpicos.

A ultramaratona de mountain bike começa no sábado em Knysna no oceano Índico e cruza a África do Sul, 886 km de areia, pedra e terra, até a chegada em Lourensford, no Atlântico, no dia 31. A dupla luso-brasileira -Roma é português, mas vive no Brasil há dez anos- nunca competiu junta, mas a experiência de Paterlini no speed e a de Roma no mountain bike prometem dar boa liga. Os dois, e mais 168 duplas, devem estar preparados para subir montanhas -as ascensões somadas chegam a 16 mil metros-, encarar temperaturas extremas -de até 45C-, cruzar rios fundos com as magrelas nas costas e desafiar matas que costumam ser freqüentadas por elefantes selvagens. A maior prova de mountain bike do mundo é dividida em oito etapas e não permite que as duplas se separem por questão de segurança, já que não terão carro de apoio e os terrenos são bastante inóspitos.

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