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Swell histórico

TEXTO Elisa Biagi fotos Pedro Arruda

Shaper, surfista e dono de lojas de artigos esportivos e uma escola de surf, Ricardo de Souza, 49, abandonou a faculdade de direito para tentar ganhar a vida fazendo o que mais gosta. Rico, como é conhecido, faz parte da velha- guarda do surf carioca e começou a praticar o esporte nos anos 60, no auge da ge-ração de surfistas que tornou lendárias as ondas do Arpoador, zona sul carioca. Depois de ter experimentado as mais variadas pranchas – pranchinha, longboard, remada e peito -, Rico conseguiu unir a profissão ao hobby e juntou uma coleção com mais de 50 delas. O homem do mar se identifica com qualquer prancha e eu tenho uma tremenda fissura por todas as modalidades, afirma ele, que de vez em quando usa pranchas da década de 60 para surfar nas praias cariocas.

Mania cara
Doadas, arrecadadas e compradas (ele estima já ter gasto mais de US$ 20 mil nas peças), as tábuas parafinadas tornaram-se parte de sua coleção nos mais de 30 anos de campeonatos e backstages do mundo do surf que Rico presenciou. O museu de pranchas fica bem guardado em sua casa, no Rio de Janeiro. Cada prancha é enrolada em plástico bolha e colocada dentro de capas que ficam encaixadas em vários racks de madeira em seu jardim.
No futuro próximo, Rico pretende montar um museu de verdade, aberto a visitas. Quem estiver a fim de preservar a memória do esporte pode entrar em contato com ele pelo site www.ricosurf.globo.br.

Amostra grátis (Da esq. para dir.):
Longboard Monoquilha 9´8 Esse exemplar de São Conrado foi um dos primeiros modelos de fibra desenvolvidos no Brasil, no início dos anos 60, inspirado nas pranchas norte-americanas.

Longboard Monoquilha 9´7 Shapeada por uma máquina, esse modelo californiano de longboard era usado no início da década de 60.

Madeirite Monoquilha 7´10 De madeira, foi produzida na marcenaria da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, há mais de quarenta anos. Pertenceu a Carlos Roberto Schmohl, surfista local do posto 5, em Copacabana.

Monoquilha 7´8 Gun O modelo ao lado foi feito por Bill Stonebreaker, shaper havaiano, para Rico pegar os tubos de Pipeline e Sunset, no Havaí, em 1972 – época em que o surf ainda não utilizava o lash, cordinha que prende o tornozelo do surfista à prancha.

Triquilha 6´2 Esse foi o modelo usado pelo surfista Eraldo Gueiros na primeira expedição realizada para surfar as pororocas do rio Amazonas, em 1997. Na cor camuflada, essa prancha leva o nome do shaper China, morto ano passado quando fazia kitesurf no Havaí.

Triquilha 5´10 O shaper Miçairi contribuiu muito para a evolução do esporte no Brasil. A prancha aqui, supercolorida, foi produzida por ele no início dos anos 80.

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