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Surfando com a Cabeça

Faz algum tempo que a comunidade do surfe busca encontrar maneiras de criar novos formatos de disputas, de se reinventar. A intenção, na verdade, é resgatar o velho espírito do esporte: o de companheirismo, de divertimento acima de tudo. Tirar, se é que isso é possível, um pouco do ranço competitivo que se instalou com a profissionalização sem abrir mão dos benefícios que ele traz. Um desafio que tem sido proposto de dentro para fora e por isso extremamente válido.


Depois de Brad Gerlach apresentar ao mundo seu ?The Game? (formato de competição entre equipes que visa criar uma liga americana de surfe, exatamente como as de baseball, basquete e futebol), foi a vez de Kelly Slater contribuir com a revolução. Foi dele a iniciativa de levar para as ilhas Tavarua e Namotu, que fazem parte do arquipélago de Fiji, um grupo de surfistas e celebridades para, durante uma festa de três dias, testar novos formatos de provas e celebrar o esporte com muita música e até discussões filosóficas sobre o surf. Ao evento deu-se o nome de ?Kelly Slater Invitational: Let?s See It?. Como Slater é um profissional que entende perfeitamente as regras do jogo, tratou de convidar para essa extravagância membros da ASP. A idéia era usar esses dias para fazer, sob o olhar atento dos membros da associação, um grande laboratório. As sessões eram filmadas, discutidas e avaliadas por todos que ali estavam.


O local escolhido não poderia ser mais paradisíaco, e as estrelas convidadas (o ator Cris Klein, de ?American Pie?, Lance Bass, do *NSYNC, o skatista Tony Hawk, a modelo e surfista Marissa Miller, além dos surfistas Tom Carrol, Andy Irons, Mark Occhilupo, Taylor Knox, Bruce Irons, Tom Curren, Shane Dorian, entre outros) eram pessoas ligadas, por prazer ou por profissão, ao surfe. De 21 a 24 de maio, portanto, essa gente se ?trancou? em Fiji para estudar, na teoria e na prática, a evolução do esporte.


O resultado foram algumas boas, e outras nem tanto, novas maneiras de competir ou simplesmente apimentar velhos formatos. Segundo Slater, pensou-se em estratégias para impactar velhos critérios, discutiram-se diferentes formas de pontuação e algumas sessões foram, para dizer o mínimo, acrobáticas. Como, por exemplo, a que se deu o nome de ?Syncrhronize surfing?, na qual competidores divididos em duplas tinham que apresentar rotinas que se completassem harmonicamente. Num swell de seis pés o desafio foi enorme e apenas um time não se trombou: o formado por Slater e Taj Burrow. Os demais protagonizaram acidentes espetaculares para as celebridades que estavam assistindo. ?Foi de dar medo?, disse Burrow depois. ?Não há muito espaço para manobras quando tem alguém na mesma onda, tentado seguir seus passos e, ao mesmo tempo, tentando ver os sinais que você faz com as mãos indicando o próximo movimento.? Em outra experiência, duplas formadas por surfistas e celebridades competiram entre si e, em outra ainda, surfistas dividiram-se em dois times. Para todas elas houve uma contagem simbólica de pontos, até porque só assim membros da ASP poderiam avaliar a viabilidade das experimentações. Na soma geral, apenas para registro, Slater (quem mais?) foi o vencedor.


NOTAS


PROIBIDO PARA MAIORES DE 21


Também num formato diferente, o Oakley Junior Challenge começa hoje no Rio com previsão de ondas de três metros. Mais jovem campeão mundial Junior, o surfista Mineirinho, agora com 17, volta a competir no Brasil.


FESTA EM HOLLYWOOD


Campeão mundial na vertical em 2003 e primeiro a completar um 900º de backside, o skatista brasileiro Sandro Dias foi homenageado ontem nos EUA.


ARTE E CULTURA SURFE


Esta semana os 70 convidados iniciais da Mostra Internacional que acontecerá em julho, em São Paulo, elegem os finalistas em 19 categorias e os novos membros do Colégio Eleitoral.


 

 
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