Sugestões de um viajante profissional – parte 2
Nesta edição: transporte, vocabulário e cuidados
Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Sentado em um aeroporto americano, o colunista relembra algumas sugestões que foi aprendendo e compilando ao longo de mais de vinte anos de viagens profissionais. A primeira parte, publicada na terça-feira passada, tinha os três primeiros pontos, resumidos abaixo. Junto do resumo, os outros três que fecham o assunto.
‘Ponto 1 – Atrasar não compensa. O negócio é considerar o dia do embarque como parte já integrante da viagem. Não marque nada para este dia.
Ponto 2 – Coma frugalissimamente. Saladas, frutas e outros itens de listas de regime são o ideal para garantir uma viagem muito mais digna.
Ponto 3 – Economizar em hospedagem e transporte quase sempre é gelada. Invista em estabelecimentos sérios e consagrados.
Ponto 4 – Faça como Angélica, vá de táxi. Em cidades nas quais carros andam (que aos poucos vão se tornando raridade), na maioria das vezes, você fará melhor negócio se servindo dos bons e velhos táxis. Nos mais diversos paradeiros, de Santiago, no Chile, a Kuta, em Bali, é possível negociar com taxistas que ficarão à sua disposição por períodos longos por preços muitas vezes mais em conta que as tarifas de aluguel de automóveis. Desnecessário mencionar vantagens como não errar caminhos, não ter de estacionar, economizar tempo para ver a cidade, falar ao telefone ou dar aquela última lida no contrato enquanto o motorista dirige.
Ponto 5 – Não seja ridículo. É claro que conhecer algumas palavras do idioma local, tentar aprender algo sobre a história, a geografia e principalmente os costumes dos seus anfitriões é sempre interessante. Jamais, porém, tente se transformar num especialista em Japão quando for a Tóquio, ou num mestre em cultura Inca quando visitar Lima ou Arequipa. Por mais que você se esforce, vai parecer ridículo de quimono ou tentando cantar a musiquinha da ‘pachamama’. Escolha suas peças de roupas mais sóbrias, certifique-se de que seu inglês esteja em dia, sorria discreta e sinceramente, relaxe e tente ser você mesmo, se é que você não esqueceu como se faz isso. Não há nada mais simpático e curioso que uma visita discreta, educada e divertida.
Ponto 6 – Não queira ser malandro. Conforme-se, você é um forasteiro. Desista logo da idéia de se dar bem, economizar gorjetas, cortar caminhos, descolar aquele hotelzinho que só os ‘locais’ conhecem, pegar ônibus em vez de táxi… Essas coisas se transformam em pequenas aventuras para mochileiros sem pressa ou casais em férias. Se o seu objetivo é concluir negócios, relaxe e esteja preparado para pagar mais pelas coisas, dar gorjetas e encarar os erros e surpresas que esperam todo turista em cada esquina. Considere as despesas extras e os contratempos como parte prevista no budget. De outra forma, você vai enlouquecer e se sentir o mais perfeito trouxa desta galáxia.’
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