Círculo Ártico, mar do Norte, 800 quilômetros, 136 atletas, 11 diferentes disciplinas, 22 horas de sol por dia, esses são alguns dados da quarta edição do Adventure Race World Championship, o Mundial de corrida de aventura que será disputado na próxima semana, com largada na quarta-feira na Suécia e chegada, até no máximo em sete dias, na Noruega.
A prova reunirá 34 das melhores equipes do mundo, seis a menos do limite, definidas a partir de seletivas internacionais, entre as quais a Ecomotion, que acontece no Brasil. O não-preenchimento de todas as vagas disponíveis se deve em parte ao custo das inscrições (US$ 8.000), ao baixo valor da premiação (US$ 50.000, para ser dividido entre as cinco melhores equipes) e à proximidade do Primel Quest, disputado recentemente nos EUA e que ofereceu o triplo em prêmios. Mas, ainda assim, reúne a fina flor do esporte em busca do status de um título mundial.
As equipes com quatro atletas, sendo um ao menos de sexo distinto, terão além de muita dificuldade algumas novidades. Nos últimos dias quem está acostumado a treinar na USP estranhou ao ver Rafael Campos, Marina Verdini, Zé Luiz Reginato, da equipe QuasarLontra, além de Guilherme Pahl, da equipe Oskalunga, convidado para integrar o time no Mundial, patinando em patins in-line, em meio a tombos e piadas, em vez de correndo ou pedalando, como habitual.
Comum nos países nórdicos no verão, a modalidade está entre as programadas no percurso do ARWC. Um patinete com rodas de bicicleta – kickbike – será outro meio pouco convencional de transporte utilizado para cumprir cerca de 10 km. Trekking em cavernas e glaciares também compõem o roteiro e se juntam aos habituais caiaque, bike, natação, técnicas verticais e muita corrida.
Tudo isso sem equipe de apoio. Os times terão apenas quatro caixas previamente preparadas que serão entregues estrategicamente entre as 12 áreas de transição. Nelas, equipamentos, roupas e alimentos para agüentar os próximos trechos. A temperatura do ar deve variar entre 4º e 20º C, e na água, para nadar, estará a cerca de 12º C, fácil ter uma hipotermia no caso da escolha equivocada de roupa.
E, para ter uma idéia do planejamento necessário, até a economia em pilhas está prevista, cerca de R$ 900, menos importante na verdade que o peso que deixarão de carregar, avalia Rafael, o capitão da equipe. E o porquê dessa economia é um dos aspectos mais interessantes da prova: noites com apenas duas horas. E, como o sono e a navegação costumam ser decisivos em provas de longa duração, o sol às duas da manhã deve ajudar aos mais dorminhocos e perdidos.
Além da Quasar, a Cosa Nostra–Cavera, do Rio Grande do Sul, e a Silvia “Shubi” Guimarães estarão representando o Brasil. Shubi foi convidada para integrar uma equipe sueca, a FJS, e é apontada como a mais experiente do grupo, competindo desde 1998 em provas como o Eco Challenge e Raid Gauloises, ela é a capitã da equipe feminina Atenah.
Mundial de surfe – WQS
Bernard Pigmeu ficou em 2º no Japão seguido por Neco Padaratz, que assumiu a ponta do ranking com o resultado. Na Inglaterra, Adriano Mineirinho e Heitor Alves ficaram em 3º e no feminino Claudia Gonçalves (1º) e Silvana Lima (2º) venceram na final as líderes do ranking. O circuito masculino agora vai para a França, onde Neco não poderá competir devido à suspensão por doping, e o feminino vem para o Brasil, em Itacaré, BA, onde na próxima semana 15 das 16 melhores do mundo competirão no Billabong Girls Pro.
X Dinner Gold
Sandro Dias reuniu os amigos num jantar esta semana em Santo André, sua terra natal, para comemorar o ouro nos XGames.
Snowboard
Logo na abertura da temporada Isabel Clark já faturou um título, o da Copa Milo, válido pelo Nacional do Chile.
Crédito de foto: Peder Sundström/ www.sundstroem.com
