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Seu penta

Guilherme Tâmega, 29, começou a pegar onda na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, no início dos 80. Primeiro caiu no surf, depois tentou, sem sucesso, o bicicross e, de volta ao mar, em cima de uma prancha de bodyboard – na época conhecido como morey boogie -, foi feliz: já em 1987 foi campeão brasileiro e não parou mais. Conquistou vários títulos – mundiais de 1994 a 1997 -, encarou ondas gigantes de até 15 pés de altura no Tahiti, foi o primeiro a conseguir nota dez por unani-midade do júri em Pipemaster, no Havaí, e conquistou o pentacampeonato mundial no Mike Stuart Pipeline Pro, em 2001. Tâmega também sagrou-se campeão dos outros dois circuitos na mesma modalidade em 2001, o Super Tour e GQT.
O atleta, que não ganhava o título de campeão mundial desde 1997, conta que a maior dificuldade nesses últimos anos foi sua própria cabeça. Ele fez terapia o ano passado inteiro com a psicóloga Daniela Szeneszi, especializada nesse tipo de trabalho com atletas. Precisava me achar de novo, buscar a motivação perdida. Acordava e fazia terapia toda manhã, sessões de até quatro horas. Foi fundamental para a minha vitória, diagnostica o campeão.

Macmaníaco
GT, como é chamado pelos amigos, costuma dar uma relaxada depois das provas. Me amarro em comer junkie food no carro, confessa, drive-thru é a melhor coisa que já inventaram. Mas a folga dura pouco: Tâmega se delicia com guloseimas só uma semaninha e logo volta à dieta: carboidrato pela manhã, zero de gordura e proteínas nas outras refeições. Nada todo dia: um treino específico para quem surfa, com prática de apnéia, focado no fôlego. Também faz musculação três vezes por semana, para ganhar resistência, além de pegar onda dia sim, dia sim. Não importa o tamanho das ondas, as merrecas também são ótimas para treinar, revela o Pelé da bolachinha. (Elisa Biagi)

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