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Raspadinha


Reunidos às pressas para competir em um esporte nunca antes praticado pela maioria dos integrantes, a equipe brasileira de bobsled deslizou no gelo, não fez feio e ainda saiu das Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City, nos EUA, realizada. Mesmo sem ter levado medalha – ficaram em 27º lugar, na frente de equipes tradicionais como a de Mônaco -, eles puderam comemorar o sucesso que fizeram na Vila Olímpica, onde ganharam o apelido de Frozen Bananas.
A idéia surgiu do piloto e capitão da equipe, Eric Maleson, 34, que mora há dez anos nos Estados Unidos. Numa viagem a Lake Placid, estado de Nova York, ele se empolgou tanto com o esporte que criou a Associação Brasileira de Bobsled, Squeletum e Luge (ABBSL), reconhecida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), o que permitiu que competissem profissionalmente. Como o bobsled exige atletas de explosão para a impulsão do carrinho – que alcança até 140 km/h -, Eric veio para o Brasil e garimpou três feras do atletismo nacional: o decatleta Edson Bindilatti, 22, na posição de primeiro push (empurrador), Mateus Inocencio, 21, corredor de 100 m rasos, como segundo push, e na posição de brakeman, com a responsa de parar o carrinho no final do percurso, outro decatleta, Cristiano Paes, 27. Formado o time, só faltava treinar de verdade. No final do ano passado ficaram um mês fora do Brasil com subsídio do COB. Em Salt Lake City, chegaram apenas 14 dias antes da competição. Tanta garra e determinação justificam até mesmo planos futuros: na próxima Olimpíada de Inverno, que será em 2006 na Itália, pretendem ficar entre os
10 primeiros e, em 2010, conquistar uma medalha, nem que seja de bronze. (Isabela Mena)

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