De Recife, a Nação Zumbi vira do avesso o negro maracatu de baque virado, aproximando-o a rock?n?roll, drum?n?bass, dub e jazz latino com peso metal e refino kraftwerkiano em seu quinto disco. Raras bandas sintetizam a complexidade da Tropa de Todos os Baques ? talvez o melhor set rítmico sobre a Terra, aqui em produção state-of-art (ouça nos fones e note as sutis encruzilhadas das texturas sub e supersônicas). Na zona da mata, Siba, rabeca do Mestre Ambrósio, volta no tempo atrás das raízes do samba ? o indígena maracatu de baque solto, a ciranda canavieira negra, a canção moura. Mas não é ?resgate?: Fuloresta capta, sendo feito hoje, o samba umbigado há 150 anos. Sertão: entre o arcaico e o pós-moderno, as vozes matutas de Ortinho e Lirinha. No político Ilha do Destino, o caruaruense Ortinho traduz a ira e a lira da fuleiragem em hard-emboladas, funk-sambas, rap-repentes e até cirandas acústicas. Já em O Palhaço…, Lirinha, o ?Jim Morrison de Arcoverde?, conduz um repaginado Cordel do Fogo Encantado a canções mais exatas ? os tambores comendo o couro ?, em climas que ecoam o progressivo dos 70. Samba estripado, encruado e recriado, em quatro versões. Ronaldo Bressane, subeditor da TRIP
Os CDs, no sentido horário, a partir do de cima à esquerda:
Ortinho ? Ilha do Destino [Elo]
Nação Zumbi ? Nação Zumbi [Trama]
Cordel do Fogo Encantado ? O Palhaço do Circo Sem Futuro [Recbeat]
Siba ? Fuloresta do Samba [Independente]
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.