Depois que a Bizz morreu, o mercado de revistas sobre música ficou quase órfão. Quase. Porque os próprios consumidores criaram seus fanzines e listas de discussão na internet. Informação de qualidade não faltou. Quem perdeu dinheiro foram as empresas de comunicação, que não conseguiram preencher o espaço vago.
Marcelo Costa, Alexandre Petillo, Luiz César Pimentel e Daniel Motta
Carvalho perceberam esse vácuo. Trabalhavam na grande imprensa brasileira e viam suas expectativas constantemente frustradas pelos conflitos de interesses que acontecem nas redações brasileiras. Paralelamente, mantinham
seus fanzines e suas atividades independentes. Vislumbrando um mercado atraente, resolveram unir suas forças e paixões e criar a Zero.
A revista mal saiu e já coleciona elogios no país todo. Ela é mais
abrangente do que a sua antecessora, a Bizz: trata de cultura pop. Isto é:
quadrinhos, cinema, música, livros, diversão e alguma malandragem.
O número zero desce aos porões da MPB e descobre onde foi parar o cantor
Nahim (aquele mesmo do Qual é a Música?), além de apostar em novos
escritores e numa visão crítica acima da média da imprensa brasileira.
Destaque para o projeto gráfico da revista, de Daniel Motta Carvalho, que não deve nada
para as revistas importadas da área.
Como comprar seu exemplar? A Zero ainda está negociando a data de chegada às bancas. Mas o preço já está definido: R$ 5.
Eduardo Fernandes
