Poesia Luiz Alberto Mendes 12 anos atrás À meia noite, por meia hora Penso meias verdades E sopro pela boca o ar vindo do pulmão Cantarolando distraidamente Do mesmo jeito que bate o coração. E de onde vem a dor e o prazer Da dança, talvez do chão Do corpo, da alma ou da palma da mão? Assistimos os outros sofrerem Confortavelmente, Não queremos escolher nada Preferimos tudo Satisfeitos com as dores que temos. E vou terminando Antes que o tédio e a ironia Matem a poesia. ** Luiz Mendes 13/04/2014