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Pesquisadores lutam para salvar toninhas no RS

Por Redação

em 16 de junho de 2010

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Mais de mil animais são mortos todos os anos, por acidente, durante as pescas de emalhe (tipo de pesca muito popular, com redes e flutuadores posicionados em locais onde possam capturar cardumes de peixes). Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA) agora buscam alternativas para salvar as toninhas mortas durante a pesca de emalhe na costa do Rio Grande do Sul. Várias centenas ou, algumas vezes, mais de mil animais morrem todos os anos devido à captura acidental. A toninha é uma espécie de golfinho característica da costa do Atlântico Sul e, possivelmente, a espécie de cetáceo mais impactada por atividades pesqueiras. Por ser um mamífero, a toninha precisa ir até a superfície para respirar e, quando fica presa na rede, não consegue ir para a superfície e acaba morrendo.

Com o apoio da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, os pesquisadores da FURG estão realizando este ano um trabalho para identificar as áreas em que a atividade pesqueira coincide com as áreas de maior presença de toninhas, para propor medidas de ordenamento pesqueiro em conjunto com os pescadores, indústria pesqueira, governo e instituições não-governamentais. “A identificação de como ocorre a morte das toninhas e informações da distribuição das capturas e dinâmica das pescarias podem permitir a obtenção de cenários objetivos para o manejo da atividade pesqueira e a conservação da espécie”, afirma Dr. Eduardo Secchi, do Instituto de Oceanografia da FURG.

Na tentativa de capturar mais pescado, perante um cenário de colapso dos recursos pesqueiros, o tamanho das redes vem aumentando ao longo dos anos, afetando diretamente as toninhas. Hoje, as redes usadas nas pescas de emalhe têm cerca de 20 quilômetros, sendo que algumas delas podem chegar a mais de 30 quilômetros de extensão. “O ideal seria que a pesca fosse realizada com redes menores, o que não é bem visto pela indústria, pois reduziria o rendimento pesqueiro”, diz Secchi. A toninha é característica de águas rasas, com profundidade de até 40 metros ou pouco mais. Os meses de maior incidência de mortes são entre novembro e fevereiro, quando a atividade pesqueira próxima à costa é mais intensa.

Vai lá: http://www.log.furg.br/

 

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