O Brasil largou na frente na disputa com o Chile e o Tahiti para sediar a 18ª versão do ISA World Surfing Games, as olimpíadas do surfe.
Na verdade a competição começou a ser disputada na Austrália em 1964 como campeonato mundial de surfe. Midget Farelly foi o campeão dessa primeira versão, seguido pelo peruano Felipe Pomar e o australiano Nat Young nos anos seguintes. A partir de então a disputa passou a ser bienal, ficando definida como mundial amador desde a criação do profissional em 76.
Nomes como Tom Curren, Damien Hardman, Vetea David, Fábio Gouveia,
Kalani Robb, Taylor Knox figuram na galeria de campeões desta que é a maior competição do surfe mundial, com cerca de 700 atletas e 40 países participantes.
Há quatro anos a ISA (International Surfing Association) foi reconhecida como autoridade mundial do esporte junto ao COI, e visando a inclusão do surfe nos jogos olímpicos mudou algumas regras da prova. Os melhores atletas do mundo, ainda que profissionais, estavam liberados para participar. Mas, apesar dos esforços, o surfe ainda não conquistou seu espaço nos jogos.
Para o Brasil a possibilidade de realizar pela segunda vez o campeonato (o Rio sediou uma edição, em 94) aumentam as chances de conquistarmos pela primeira vez o título por equipes, o principal em disputa. Nas últimas quatro versões o Brasil foi vice-campeão, ora atrás dos EUA, ora da Austrália. A próxima acontecerá em junho do ano 2000. E se depender da disposição dos organizadores no Brasil e mesmo da diretoria da ISA, simpatizante da idéia, será em Maracaípe, Pernambuco. Bom por um lado, que levamos vantagem nas pequenas ondas de Maracaípe, ruim por outro, uma vez que o evento poderia ser realizado em uma praia com melhores condições de surfe e hospedagem.
NOTAS
Altas e baixas
Em ondas de até 15 pés em Margareth River, Austrália, a final da oitava etapa do WQS 99, foi disputada só por surfistas do WCT. Luke Egan ficou com o título. Também na Austrália, a segunda do ano do WCT começou na terça mas foi interrompida devido às condições do mar.
Volta?
Apesar das declarações, o surfista Neco Padaratz, ainda não retornou às competições. Inscrito nas etapas do WQS da Austrália, não apareceu.
Agora garante que volta na Califórnia, e disputará cerca de 15 etapas no ano.
Pororoca
Aventura inédita há dois anos, o surfe na Pororoca agora já tem campeonato. Desde ontem até domingo está rolando no Amapá uma prova para oito atletas, quatro selecionados outros quatro convidados, nas quilométricas ondes de rio.