robô (s.m.) 1. Máquina, geralmente de aspecto humano, capaz de agir e se mover; mecanismo comandado eletronicamente, capaz de substituir o homem em certas operações
Até o fim do filme rola muita coisa: David acaba sendo abandonado pelos novos pais e segue acompanhando um meca gigolô até padecer, séculos mais tarde, com as baterias descarregadas! Isso tudo é ficção. Na vida real, um grupo de aficionados por andróides se antecipou ao problema mostrado no filme de Spielberg e fundou a ASPCR, sigla em inglês para Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade com Robôs (www.aspcr.com), cujo lema é Robôs são pessoas também! Ou ao menos um dia serão.
SALVEM OS ROBÔS!
Parece uma associação séria, apesar do tema. Segundo a ASPCR, todo mecanismo que possui inteligência artificial deve viver como um robô digno. Seres humanos não têm o direito de explorar nem de maltratar andróides ? como acontece em Blade Runner, I.A. e até nos Jetsons. Pelo menos na ficção, os robôs viraram uma espécie de escravos do terceiro milênio. E, como já aconteceu com outras classes escravizadas no passado, terminam se revoltando contra seus opressores. A palavra robô deriva originalmente de uma palavra tcheca que significa trabalho. Mas nem todo trabalho precisa ser sinônimo de escravidão e maus-tratos.
Apesar de ainda não haverem tais robôs (mentes proeminentes estão convencidas de que os recentes avanços nas nano-estruturas, teorias cognitivas e estudos neurológicos estão nos aproximando cada vez mais do desenvolvimento de inteligências artificiais), a ASPCR se adiantou e lançou a idéia dos Direitos Robóticos! Afinal alguém mais tinha que se incomodar com os maus tratos verbais que o ilustre robô sofria na presença do não menos ilustre Dr. Smith no seriado cult Perdidos no Espaço. Se você já está preparado para o século 21, comece a tratar bem suas máquinas.
*Michel Bögli, 35, ainda não depende do seu celular para viver!