Faltam 47 dias para o início da etapa brasileira do Mundial de surfe, WCT, e até poucos dias atrás o principal evento do calendário nacional não estava confirmado. A habitual dificuldade com patrocinadores pode ser considerada a causa, mas não a única.
A etapa foi confirmada no prazo-limite dado pela ASP (Association of Surfing Professionals), mas os organizadores, Teco Padaratz, Xandi Fontes e Avelino Bastos, foram surpreendidos com a informação de que havia um outro pedido para a mesma data no Brasil, para uma prova no Rio de Janeiro.
Após a compra da licença, que garante a entrada no calendário do circuito, os organizadores têm um prazo para a confirmação enquanto correm atrás de patrocínio. Com o atraso na confirmação da marca que há quatro dava nome à etapa, eles adiaram o que puderam para ratificar a prova na ASP.
Com o risco iminente da perda dos direitos, recorreram aos apoiadores institucionais: Prefeitura de Imbituba e Governo do Estado de Santa Catarina. “O evento não sai daqui”, garantiu o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), para o campeonato que já faz parte do calendário oficial do estado.
Para a ASP, que abriu outra frente de negociação insegura com a possibilidade de mais um cancelamento – Japão por questão de patrocínio e Fiji por questões políticas já haviam sido canceladas – comprometer o mínimo de 10 provas no ano assegurado ao patrocinador do Tour, a cervejaria Foster, restou voltar atrás.
“Santa Catarina Pro” deve ser o nome da etapa que acontece entre 30 de outubro e 7 de novembro em Imbituba (SC). Com um orçamento menor, aumenta o desafio para os organizadores realizarem uma prova que garanta a prioridade para os próximos anos. Para isso, já negociam a mudança da data em 2008 para julho, mês muito mais consistente de ondas, algo fundamental para o sucesso de um campeonato de surfe.
