O Ministério da Saúde está pronto para impor mais um limite à indústria do tabaco. Uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irá definir os índices máximos de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono presentes nos cigarros produzidos no Brasil. De acordo com a portaria, cada cigarro poderá ter, no máximo, 0,8 mg de nicotina, 10 mg de alcatrão e 10 mg de monóxido de carbono – atualmente os índices ficam em torno 14 mg de alcatrão e monóxido e 1,2 mg de nicotina.
O governo brasileiro, que copiou os limites estabelecidos pela União Européia, não exigirá que as empresas passem aos novos índices imediatamente. A partir da vigência da portaria, haverá dois anos para que o tabaco brasileiro chegue aos padrões europeus. Com a medida, os cigarros produzidos no Brasil terão um selo para indicar que estão dentro dos padrões exigidos pelo ministério.