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Na Onda do Rádio

O circuito feminino de surf começa a esquentar e dessa vez o auê acontece fora da água. Tudo porque a surfista número 1 do mundo, a australiana Layne Beachley, usou um walkie-talkie colado nas costas durante uma das etapas do Billabong MSF Pro Women Champiosnhip, na África do Sul. Ela alega que o aparato era apenas uma experiência e que foi a primeira vez que ela tentou surfar recebendo instruções do namorado, o surfista Ken Bradshaw, sobre as próximas séries e sobre sua pontuação. Layne, quando confrontada, disse que não conseguiu ouvir nada e que o aparelho acabou prejudicando sua performance.
Mas a confusão não parou por aí. Neridah Falconer, a oitava do mundo, saiu metendo a boca na atitude da compatriota, alegando que foi anti-profissional e anti-esportiva. Algumas das outras surfistas do circuito disseram que Layne anda meio fora de forma e está tentando encontrar uma maneira de continuar a ser notícia.
A confusão sobrou até para a Billabong, patrocinadora oficial da campeã, que é acusada de fazer vista grossa para o comportamento anti-esportivo de Layne.
Para jogar mais lenha na fogueira, Al Hunt, gerente do tour, disse que não existe regra que proíba um surfista de receber instruções da areia; um artifício semelhante ao usado na Formula 1.

Se alguém ainda se interessa pela pontuação e pelo ranking depois de tanto ôba-ôba, a Havaiana Megan Abubo, depois da etapa sul-africana, passou Layne e é a atual número 1.
Falconer, mais preocupada em argumentar e articular, caiu para 13º.

(Milly Lacombe)

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