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Muitos campeões

Mantendo a escrita, na etapa de abertura do SuperSurf 2007 mais um nome estendeu a já extensa lista de campeões do circuito profissional brasileiro. O catarinense Marco Polo, 25, ao derrotar o carioca Simão Romão, se tornou o 27º atleta a vencer uma prova entre 39 disputadas desde 2000, quando a editora Abril passou a organizar o Brasileiro com a Abrasp. Novos nomes surgem entre os experientes com imensa facilidade. Competidores de 18 a 39 anos dividem as águas. Novidade da vez, Marco Polo deixou para trás, entre outros, o atual campeão Jihad Kohdr e o veterano Fabio Gouveia, provando a variedade de talentos que deslizam pelas ondas do nosso litoral. No próximo ano o SuperSurf volta ao formato original, baseado no WCT, circuito que define a elite mundial do esporte. O número de competidores masculinos diminuirá de 60 para 46, e no feminino cairá de 22 para 16 atletas. Os 24 primeiros colocados do masculino e as 10 melhores do feminino permanecerão no circuito. As outras vagas serão preenchidas pelos rankings regionais da Abrasp.

A decisão em restringir apenas aos 46 melhores do Brasil trará mais competitividade, deixará o circuito mais emocionante e os surfistas mais bem preparados para eventuais futuras disputas no WCT, é isso que esperam e acreditam os organizadores. Esse alinhamento no entanto é antagônico com a decisão da ASP, a associação mundial, que há dois anos proibiu os atletas que correm o WCT de correr provas regionais. A regra foi criada visando o SuperSurf, que apesar de não distribuir uma fortuna em prêmios (R$ 750 mil e dois carros zero) é o maior circuito nacional do mundo. Outra mudança foi a concentração das provas no Sul e Sudeste do país. “Queremos fazer o ‘circuito dos sonhos’, as ondas do Nordeste, exceto Noronha, não se comparam às do Sul, então ajustamos o calendário e trocamos a prova do NE pela de Saquarema”, diz Evandro Abreu, diretor-geral do circuito, que ressalva que, por causa das reclamações, Porto de Galinhas (PE) deve voltar em 2008.

As etapas prometem mais shows de rasgadas, novos nomes e… mulheres. Desde 2000 as meninas fazem o mesmo circuito que os homens no SuperSurf, e estão fazendo bonito aqui e no exterior. Na primeira etapa, em Garopaba, o caneco foi pra cearense Tita Tavares, 31, com 11 vitórias em etapas do circuito. Tita deixou a ubatubense Suelen Naraisa, que também disputa o WQS, a divisão de acesso, na segunda posição. Em março, foi Jacque Silva quem levou a etapa do WQS disputada nas ondas de Margaret Rivers, Austrália. Já nos mares gigantes, Maya Gabeira é o nome do momento. A filha do deputado ganhou US$ 5 mil – e exposição no meio do big surfe – no Billabong XXL, finalizado na última sexta-feira. Maya foi agraciada na categoria Melhor Performance Geral Feminina. Do Arpoador para o mundo, Maya, 19, atropelou estrelas do tow-in feminino com charme e coragem. Hoje a garota que surfa Waimea e Mavericks não está mais para brincadeira.

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