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Monsieur Jorge segue pelo mundo

O cantor, compositor, violonista e ator carioca lança seu segundo DVD, gravado ao vivo em Paris

Monsieur Jorge segue pelo mundo

Por Redação

em 6 de julho de 2006

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por Dafne Sampaio, do Gafieiras

Teve um tempo em que ouvir Seu Jorge era cool. Corria o ano de 2001, época em que ele, já desligado há anos do grupo Farofa Carioca, lançou seu primeiro disco solo, Samba Esporte Fino (Regata), e registrou músicas como “Carolina” e “O Samba Taí”. Mas depois que Seu Jorge ganhou o mundo com sua atuação em Cidade de Deus (2004) de Fernando Meirelles a relação amigável com os “formadores de opinião” brasileiros começou a mudar, pois eles torceram o nariz para o DVD MTV apresenta Seu Jorge (ST2 Records, 2004), para o segundo disco solo, Cru (ST2 Records, 2005), para suas adaptações anarco-cafajestes de David Bowie presentes na trilha sonora do filme A Vida Marinha com Steve Zissou (2005) de Wes Anderson, e mais ainda para o disco que fez em parceria com Ana Carolina e que, pecado mortal, teve música tocada em rádios comerciais. Então, é certeza que seu segundo DVD, o recém lançado Live at Montreux (ST2 Records), será esnobado. Afinal, Seu Jorge agora é pop e ser pop não é cool.

Tudo uma grande bobagem, claro. Seu Jorge é um dos mais interessantes artistas brasileiros a surgir nos últimos anos. Se sua carreira musical vem caminhando de modo irregular após uma promissora estréia se deve a dois fatores: o oscilante mercado fonográfico brasileiro e seu sucesso como ator. Enquanto um disco novo não sai, Seu Jorge ganha mais este registro que só peca por ser curto. Gravado em 2005 na 39ª edição do renomado Montreux Jazz Festival, o show traz apenas nove músicas levadas por violão, cavaquinho, baixo, bateria e percussão.

No repertório estão novas versões para “São Gonça” (dos tempos do Farofa Carioca), “Te queria” (do disco Samba Esporte Fino), “Mania de Peitão”, “Una Mujer”, “Tive Razão” e “Fiore de la Cittá” (todas do disco Cru), além de ótimas interpretações para “Cirandar” (Martinho da Vila e João de Aquino), “Coqueiro verde” (Erasmo Carlos e Roberto Carlos) e “Depois que o Ilê Passar” (Milton Souza de Jesus). Sobrevoando as críticas brasileiras, Seu Jorge segue fazendo o que mais lhe interessa, “discos para tocar o coração das pessoas”.

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