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Kelly Slater de saia

A semana começou movimentada no arquipélago havaiano. Enquanto o título mundial de surfe feminino era definido em Maui, em Oahu tubos de mais de dois metros quebravam em Banzai Pipeline e faziam a alegria dos havaianos, que estão dominando o espetáculo.

O Rip Curl Pipeline Masters estreou um novo formato no WCT. Em vez da realização das triagens, que definiam dois atletas para o evento principal, foram convocados 16 atletas para estrearem com os 45 atletas da elite. Somado ao modelo havaiano que coloca quatro atletas por bateria, deu nova dinâmica à última etapa do Tour.

A mudança visa atender, principalmente, às pressões dos havaianos. E, ao que tudo indica, se justifica. Nada menos do que 13 dos 16 convocados estão entre os 32 que continuam na disputa, e destes 11 são havaianos. O californiano Rob Machado, campeão da prova em 2000, e o brasileiro Bruno Santos, que nos últimos dois anos se classificou a partir das triagens, completam a lista dos “invasores”.

O campeonato começou no domingo com um festival de notas altas. Nove das 10 maiores foram de havaianos, Kelly Slater, única exceção com um 9,43, perdeu sua bateria de estréia para Jamie O’Brien, que somou duas notas acima de nove e mandou Slater para a repescagem.
Andy Irons segue firme para conquistar seu quarto título da Tríplice Coroa. Com a vitória no WQS de Haleiwa, o terceiro lugar em Sunset e Joel Parkinson (5º e 1º nessas provas) já eliminado em Pipeline, ele só espera a hora de ser coroado. Mas quem roubou mesmo a cena foi seu irmão, Bruce Irons, que somou 19,9 pontos na sua estréia, com um 10 no Backdoor e um 9,9 em Pipe.

A prova foi interrompida na terça-feira quando a ondulação perdeu força. Dois brasileiros seguem na competição: Bruno Santos e Peterson Rosa. De Itacoatiara, Niterói, RJ, Bruninho pode ser considerado um expert em Pipeline, e Peterson, que parecia fazer desta temporada a sua despedida da elite, está a uma ou duas baterias de garantir a sua 15ª participação entre os melhores do mundo.

Em Maui o Billabong Pro aproveitou as boas condições em Honolua para concluir a última etapa do WCT feminino logo no terceiro dia do período de espera.

Três australianas disputavam o título, e a mais experiente, Layne Beachley, 34, levou a melhor. Sua retrospectiva lembra a de Slater: depois de conquistar seis mundiais consecutivos passou dois anos se recuperando de problemas físicos e considerando a aposentadoria.

Foi uma vitória da regularidade, ela venceu apenas uma, a do Brasil, das oito etapas do ano, mas em nenhuma ficou abaixo do quinto lugar, enquanto Melanie Redman-Carr, que venceu as três primeiras provas do ano, teve que se contentar com o vice-campeonato.

Destaque para a também australiana Jessi Miley-Dyer, 20, que venceu a etapa e fechou seu ano de estréia na elite na quarta colocação. Ela iniciou o ano vencendo o Mundial Pro Junior e termina como a maior promessa para 2007. A peruana Sofia Mulanovich ficou com título da Tríplice Coroa, e Jacqueline Silva garantiu sua permanência na elite chegando à final na última prova do WQS do ano, e com Silvana Lima representarão o Brasil.
 
NOTAS
 
UNIVERSITÁRIO DE SURFE
A final do Brasileiro acontece esta semana em Maresias, SP, com atletas estudantes selecionados nas etapas do Rio, Bahia e Santa Catarina.
 
FESTIVAL DE CINEMA
Realizado no MIS durante a Mostra de Arte e Cultura Surfe, teve o emocionante “Chasing Dora”, dos diretores Wes Brown e T. J. Barrack, vencendo na categoria melhor filme.
 
DIA D
O Paço Municipal de Santo André será o palco da comemoração do tetracampeonato do Mundial de Skate Vertical e da medalha de ouro nos X-Games de Sandro Dias. 

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