Jogos, nada de trapaças, um álbum de figurinhas e um campeão olímpico
Saiba o que a astronomia tem a ver com isso

Sem essa de horóscopo, mapa astral, Três Marias e Cruzeiro do Sul. O papo com o estudante capixaba Felipe Coelho gira de Cassiopéia, Cabeleira de Berenice e Máquina Pneumática para cima. O moleque, de 16 anos, é o atual campeão olímpico de astronomia (categoria até 17 anos) e esses três nomes bizarros aqui de cima nada mais são que designações de constelações. O título, inédito para o Brasil, veio no fim do ano passado sob o céu de Pequim. Para bater as demais estrelas dos outros países, Coelho teve de ser mais rápido que uma lebre: mandou muito bem na teoria e identificou astros do céu chinês, munido apenas com mapas celestes e um telescópio, antes dos outros astrônomos juvenis.
Apaixonado por astronomia desde criança, ele credita boa parte de sua ascensão meteórica no mundo dos planetários a um álbum de figurinhas sobre o assunto oferecido numa promoção do chocolate Surpresa, da Nestlé. “Ganhei o álbum aos oito anos e comecei a colecionar as figurinhas de planetas, estrelas e galáxias que vinham no chocolate”, conta Coelho. “Gostei do tema e passei a pesquisar mais em livros e a estudar por prazer mesmo.”
(Ana Paula Canestrelli)
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