Haruki Murakami se descreve como alguém muito realista, que não acredita em horóscopo, sonhos, tarô ou reencarnação. Não confio em nada disso. Mas quando escrevo, faço histórias esquisitas. Isso é estranho e está se tornando cada vez mais sério. Dance, Dance, Dance [Estação Liberdade, 520 págs., preço a definir ? www.estacaoliberdade.com.br] é uma típica história do mais pop dentre os escritores japoneses. Nela, um homem comum, solitário e sem ambições parte em busca da mulher amada desaparecida. Em sua jornada, se vê imerso num labirinto de coincidências, sonhos e encontros bizarros, repleto de criaturas fantásticas e fi-guras estranhas, possíveis habitantes dos filmes de David Lynch. Norwegian Wood [Objetiva, 359 págs., R$ 49,90 ? www.objetiva.com.br], romance mais vendido da história do Japão, é diferente das obras mais surreais do autor. É a história realista de um triângulo amoroso, passada no início da década de 70. Nela, um adolescente se apaixona por duas garotas. Sem passagens para mundos paralelos de labirintos e hieróglifos, o volume descreve as dores, perdas e prazeres de crescer. Apesar de estilos diferentes, os dois livros possuem uma característica em comum: depois das primeiras páginas, é impossível deixá-los na estante.
Laura Faerman é documentarista e montadora, co-diretora do filme Operação Cavalo de Tróia
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