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Inteligência

Guepardo, esse magnífico animal, o mais rápido da face da Terra, estava em processo acelerado de extinção. As últimas estatísticas, em seu habitat na Namíbia, indicavam queda cada vez mais acentuada da população.
Tal emergência levou a naturalista Lory Parker a estudar causas e pensar alternativas. A maioria dos guepardos era morta pelos criadores de cabras, ovelhas e gado da região. O habitat do animal fora invadido pelo homem, limitando seu território de caça. Atacar os rebanhos criados pelo homem era conseqüência natural. Defender os rebanhos e matar guepardos foi decisão dos criadores. Outra conseqüência estava acontecendo: a extinção da espécie.

Ao contrário daqueles que levantam a lebre para que outros atirem, ela procurou soluções inteligentes. Lembrou de cães pastores, que pudessem oferecer resistência ao felino em perigo de extinção. No Brasil temos a história da raça fila, que foi formada a partir de outras raças, para caçar onças que atacavam rebanhos. Os chamados cães pastores de Anatólia, Turquia, são grandes e valentes. Enfrentam diretamente qualquer ser vivo que se aproxime do rebanho sob sua proteção. Ele não caça, protege apenas.
Na prática provou-se absolutamente eficaz. Ao ouvir seus latidos possantes, guepardos, leopardos, lobos, hienas e outros predadores fogem intimidados. A naturalista trouxe os cães; criou-os, treinou-os e distribuiu filhotes nas propriedades próximas ao habitat do guepardo. Algum tempo depois, pela primeira vez em décadas, as estatísticas demonstraram que a população do animal havia crescido, e ele foi declarado fora da zona crítica de extinção.

Sou de opinião que para todos os problemas existem as soluções inteligentes e as outras. Claro, a primeira alternativa demanda tempo, estudo, trabalho, preocupação, convicção e dedicação. As outras, bem, somos livres, não somos? Cada qual faz como lhe parece certo. Tem as conseqüências também; conheço-as bem. Garanto que o preço é alto, demasiadamente alto por vezes. E eu, para ser sincero, cansei de agir desinteligentemente, no mínimo é deselegante.

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