Gritos interiores Luiz Alberto Mendes 11 anos atrás Há algo vivo e sem palavras para ser dito Um silêncio gritante Mas que não pode se dizer Porque vivemos presos às celas da civilização Tornamo-nos máquinas entre máquinas Já erramos por vício, ou costume É como se a sombra dos dias se encurtassem E os outros fossem pregos fincados na parede Pendurando quadros antigos Que só mostrassem ideais fracassados. Sem mais acreditar na morte Estamos confusos e sem fronteiras Parece que é tudo aqui e agora E viver fosse lutar sem perspectivas Só pelo exercício de viver. ** Luiz Mendes 10/12/2014.