Gisele Duarte

Fã de mato, de meninos e meninas, a catarinense vai de zero a mil com naturalidade

por Fernanda Paola em

De peito aberto e sem preconceitos, Gisele Duarte vai de zero a mil com naturalidade. Fã de mato e de baladas, de meninos e de meninas, porte de modelo, mas estilista, a catarinense de 28 anos poderia ser tudo, experimenta de tudo, mas sabe bem o que quer

– Nat, me diz quem é a sua amiga mais linda de todas?
– A Gisele! Ela é alta, tipo modelão, e linda de rosto. Arrasa!

Assim, por Messenger, descobrimos Gisele Duarte.  Ligamos para ela, que, no dia seguinte, deu uma passada na Trip para conversar. De minishort, mostrando as pernas longas, camisetinha e tênis, todo mundo olhava.

Nascida em Criciúma, Santa Catarina, Gisele, 28 anos, mora há dez em São Paulo. Para dar esta entrevista, me convidou para ir ao seu apartamento na Bela Vista, onde coleções de miniaturas de todos os tipos dividem espaço com latas de spray, toy art (que ela mesma faz), móveis inacabados, coroa de rei, dois gatos – um branco e um preto –, flyers de baladas, livros, revistas, computador.
E a sala não é grande. Mas a vista é enorme.

Gisele trocou uma possível carreira como veterinária – vestibular em que passou logo que saiu do colégio –
pela vida na cidade grande. Seu pai podia ajudar com R$ 200 por mês, e ela, quando chegou a São Paulo, teve que dividir um quarto de empregada – e uma cama de solteiro – com uma conterrânea que media 1,92m. Ela tem quase 1,80m.

– O que você fez quando chegou a São Paulo?
– Tentei trabalhar como modelo, mas desisti. Sou chata e tenho personalidade forte. Nunca aturei que alguém dissesse que estava gorda, quando pesava 49 kg. E fazem muito isso.

A saída foi trabalhar com moda. E Gisele ama moda. Ela tem sua marca desde a faculdade, a Neps, que hoje é vendida em bazares e pela internet. A catarinense aprendeu a desenhar em Criciúma com a madrinha aos 10 anos. Ela desenha, corta, costura. Faz roupas para corpos de todos os tipos, sem padronizar. Em São Paulo, encontrou uma cidade completamente diferente de Criciúma, onde, segundo ela, “todo mundo é alto e magro”. “Minha intenção é criar roupa para as pessoas se sentirem bem com o corpo que têm, e não ter que mudar o corpo para chegar a um padrão”, explica.

E isso se estende para a vida amorosa de Gisele. Para ela, não há um único tipo de homem bonito, ou de mulher. Ela gosta de energia, vibração, composição, harmonia. E também de meninos e meninas. Namoros, teve mais com homens. Já foi inclusive casada com um por cinco anos. Mas casinhos não. Tem fases que ela prefere a delicadeza das meninas. Em outras, os meninos. – Tem época que não quero ver homem na minha frente! É completamente diferente, e gosto dos dois do mesmo jeito. É uma questão da pessoa, indiferente do sexo. Hoje estou numa fase “um menino” [risos].

Há oito anos sorrindo em portas de baladas, Gi foi hostess da Lov.E, da D-Edge, da UltraLounge, e hoje está na Cabaret. Ela também comanda uma noite de hip hop, a Cream, ainda sem lugar definido. É, ela faz mil coisas ao mesmo tempo. “Eu fazia faculdade de manhã e tinha que arranjar um trabalho à noite. Queria ir para algum lugar interessante, e a Lov.E foi superponto de referência. Os melhores estilistas, fotógrafos, modelos, todo mundo passava por lá. Não trabalhei na Lov.E só porque achava legal, tinha o objetivo de fazer contatos.”

Notívaga, habituée das baladas, fã de mato – ela já comprou um terreno no interior, onde pretende morar em uns cinco anos –, estilista, artista, modelo, Gi tem mil e uma ocupações. Inclusive, na cama. Ela adora brincadeiras e fetiches. Nada em especial, diz, mas tudo é válido.

– Tudo é uma questão de energia, de momento. Não tenho tabus, não acho nada feio. Várias coisas eu não faço, mas a questão da brincadeira é superválida e divertida.

– Conte uma...
– O que pode ser falado aqui, deixa ver... [risos].

Um exemplo: eu tinha um namorado que faz aniversário perto de mim, e que também é perto do Dia dos Namorados. Eu dei um vale-motel. Enchi uma sacola de coisas, roupas, chicotinho, dadinho, creminho, o que eu achei de mais divertido no sexo usei. E ele levou uma garrafa de tequila... [risos].

Isso é o que pode ser dito aqui. O resto, deixamos para a sua imaginação, que pode ser infinita. Acredite.

 

*Trilha Sonora: http://www.myspace.com/ahiena

 

Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
Crédito: Marcelo Gomes
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