Enquanto o projeto de revitalização do antigo centro paulistano continua no papel e os camelôs e traficantes dominando as ruas da região, algumas ações isoladas contribuem para resgatar o que de melhor a área oferece.
Desde sua reforma, o Vale do Anhangabaú se transformou numa pista natural para a prática do skate, atraindo diariamente dezenas de atletas para suas calçadas, escadarias e bancos. Aproveitando essa sinergia natural com os praticantes e seguindo a proposta de selecionar cartões postais para realização de seus eventos, o Anhangabaú foi o palco escolhido para a terceira edição do Red Bull Skate Pro.
Como nas edições anteriores, na praia de Ipanema, Rio de Janeiro, e no Parque da Independência, aqui na capital, o campeonato chamou a atenção pelo nível técnico dos competidores, pela excelente pista, pela organização, premiação e pelo volume de público, estimado em 15 mil pessoas. A prova de vertical, mesmo sendo restrita a convidados – exceto para os dois atletas classificados nas triagens -, já faz parte do calendário internacional e está entre os principais eventos do skate mundial.
A ausência de Bob Burnquist foi justificada pela agenda e foi compensada pelas presenças dos estrangeiros Phil Hajal, Renton Millar, Sergie Ventura, Pierre Luc Gagnon, entre outros. Mas foram mesmo os brasileiros que dominaram a cena.
Mctwist judô, 540 judô/frigid air, mctwist varial, não importa a descrição, foi realizando manobras com esse grau de dificuldade que Sandro Dias, o ‘Mineirinho’ nascido em São Paulo, esteve imbatível na competição. Atual campeão europeu e quinto no ranking mundial Sandro, 27, venceu três das quatro provas disputadas e abocanhou cerca de US$ 15 mil do total de US$ 40 mil em disputa. Levou o Best Trick (melhor manobra), a prova de Double, fazendo dupla com Cristiano Mateus, e foi o grande vencedor no evento principal.
Seu maior rival foi o paulistano Lincoln Ueda, 28, que obteve três segundos lugares e ainda venceu a prova de aéreos, com a marca de 3,6 metros. Cris Mateus, 28, também de São Paulo, executou um 720, manobra que há muito não tentava, garantiu o terceiro lugar e o pódio 100% nacional.
Durante muito tempo os profissionais de marketing torceram o nariz para projetos ligados aos esportes de ação. Agentes, organizadores e mesmo atletas pouco confiáveis em relação a compromissos contribuíram para que os potenciais investidores tivessem essa leitura.
Nos últimos anos isso vem mudando. A indústria está mais bem administrada, os empresários mais responsáveis e, principalmente, os atletas cumprindo seus papéis dentro e fora das pistas.
Isso faz com que os esportes de ação, em seu conjunto, já sejam percebidos como um dos melhores investimentos na área esportiva. A prova no Anhangabaú, promovida por uma empresa que está na Fórmula 1 assim como em campeonatos de surfe de ondas grandes, é uma forte evidência e uma grande contribuição para isso.
RAAM
Campeão na categoria duplas em 98, o ciclista Ricardo Arap vai tentar, a partir de domingo, vencer a prova individual. A largada é na Oregon e o percurso de 5000 km termina na Flórida.
EVEREST
As notícias que chegam é que o casal Paulo e Helena Coelho só chegaram até o Camp 3 a aproximadamente 8 mil metros. O clima na face norte está bastante prejudicado este ano.
BIG TRIP
Segunda-feira será definido o vencedor do concurso que oferece US$ 30 mil para o brasileiro que surfar a maior onda. O tricampeão Rodrigo Resende participará apenas como juiz.
PRANCHA NOVA
Para quem sempre quis ter uma autêntica tabla havaiana, o shaper Eric Arakawa está em São Paulo para uma produção limitada.