Modelo: Simca
Um precioso livro recém-lançado por uma editora paulistana resgata a história da classuda marca de origem francesa que deixou o Brasil há quase 40 anos
por Paulo Lima
Se o fato de ter sido protagonista de uma música que narrava as estripulias infantis de Marcelo Nova e, também, o veículo que conduzia Carlos Miranda, o intrépido Vigilante Rodoviário e seu fiel cão Lobo pelas rodovias brasileiras (naquele que foi o primeiro seriado de aventuras feito pela Tupi, pioneira televisão nacional), não bastarem para elevar o Simca à condição de ícone da indústria automobilística brasileira, nada mais conseguirá.
De origem francesa, o Simca foi fabricado no Brasil por pouco tempo, mas o suficiente para que seus vários modelos, de desenhos e nomes geniais, como Tufão, Présidence, Esplanada, Chambord e Jangada, ocupassem lugar destacado no então imaturo mercado brasileiro e, mais que tudo, na memória de várias gerações. De 1959 a 1967, modelos reluzentes e requintados deixavam os galpões da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) para ganhar as garagens dos endinheirados da época e as ruas e estradas do país. Da station wagon Jangada ao proto ?muscle car? Esplanada GTX, toda a história e as imagens da saga dos Simca no Brasil estão condensadas de forma brilhante no primeiro volume da coleção História sobre Rodas que está sendo lançada pela editora paulistana Alaúde.
A julgar pela extensão da pesquisa realizada pelos autores Paulo Sandler e Rogério de Simone (até fotos do presidente francês De Gaulle em visita à fábrica e fotogramas do seriado Vigilante Rodoviário foram resgatados), os amantes dos carros brasileiros clássicos podem ir abrindo espaço nas estantes e reservando algum numerário, pois o investimento na coleção será irresistível.
