POR GUILHERME WERNECK
Uma coisa bacana destes anos 2000 é o derretimento de barreiras e preconceitos na música e, nesse sentido, a banda paulistana Cérebro Eletrônico é emblemática. Não só flutua desenvolta entre gêneros, como seus membros encarnam bem o espírito coletivista que parece fazer cada vez mais sentido nestes tempos em que a indústria está em xeque.
Todos participam de outras bandas e projetos, do Jumbo Elektro à DonaZica, e seu novo disco, Pareço moderno (Phonobase), reflete bem esse pluralismo. Afinal, precisa ser especial para conseguir juntar gente tão diferente e interessante quanto Júpiter Maçã, Moisés Santana, Adalberto Rabelo, André Abujamra e Zé Pi, só pra citar alguns, em participações especiais e parcerias.
Mas, mesmo com tudo isso, não se engane: o Cérebro Eletrônico é o melhor veículo para as criações impagáveis de Tatá Aeroplano com sua ironia fina e romantismo sem pieguice.
