Ouvir um “Passe no RH” na maioria das empresas é motivo de pânico para os funcionários. Na Trip não. Aqui o setor é procurado por impulso dos próprios colaboradores – e não é para pedir as contas. É porque ali se encontra uma pessoa sempre disposta a ouvir todo tipo de desabafo e, de quebra, ainda devolver palavras de conforto. Bettina Ranoya, coordenadora do RH da editora, é nossa Amélie Poulain – a personagem de filme francês que se realiza com a felicidade dos outros. Aos 36 anos, Bettina está terminando a faculdade de psicologia. Um instrumento a mais para quem está se acostumando a emprestar o ombro para os outros.
É comum ali na sua área de trabalho ver alguém sentado ao seu lado, falando, falando e falando. Você ouve todo mundo na Trip?
[Risos] Ouço. Faz parte do meu trabalho. E é uma coisa que eu fui pegando gosto aqui, quando comecei a desenvolver o trabalho de RH, de três anos pra cá.
E essa história de RH, como começou?
O RH foi acontecendo aos poucos, fui assumindo essas funções de cuidado com os funcionários. Até que, ano passado, o departamento deu um grande salto com a criação de todos os programas de benefícios.
Qual linha da psicologia que te atrai mais?
A psicanálise. Freud. É aí que eu quero seguir. Para me formar, estou atendendo, com a supervisão de professores, uma menina de 9 anos e uma garota de 35. Acompanhamento mesmo, toda semana. Um grande aprendizado.
E aqui na Trip, tem algum projeto especial?
Quero humanizar cada vez mais as relações. Aplicar as coisas que aprendi na faculdade… e continuar observando e valorizando as pequenas grandes coisas.
