por Antonio Bonfá
foto Beto Hacker
vídeo Sindicato Paralelo Produções
Pouca gente sabe, mas em 1998, quando 99,5 % dos brasileiros choravam a vergonhosa derrota contra a França na final da Copa, Bob e Piolho estavam ocupando o primeiro lugar no pódio da etapa Suíça – uma das mais importantes do circuito – ambos usando a mesma camisa que nossos jogadores insistiam em refugar.
Na realidade são dois exemplos bem sucedidos do talento aliado à estratégia.
O que não conseguimos entender é como um esporte, até outro dia renegado socialmente, com pouca estrutura, faz surgir talentos às pencas.
Para ter uma idéia, hoje no ranking de vertical, além de Bob, temos mais 3 skatistas entre os top 10, ou seja, 40% dos caras são daqui. Isso sem contar com Digo Menezes, um dos mais talentosos skatistas de nossa época afastado por motivos pessoais deste mesmo ranking. Hoje prefere a diversão de andar e participar dos campeonatos locais à rotina estressante dos compromissos internacionais.
No street, que é a categoria mais numerosa, exemplos deste tipo não faltam. O mais recente chama-se Rodolfo Ramos, o Gugu. Revelado neste mesmo mundial no ano passado, este ano apareceu para mostrar a que veio, levando com mérito a primeira colocação, ainda como amador.
Clique aqui e assista à sequência das manobras mais iradas do campeonato.
1 – Hardflip transfer de Rodolfo Gugu
2 – Olie Acid Drop de 4 metros da plataforma do half pro chão de Fabio Sleiman
3 – Flip Indy into Fakie de Bob Burnquist
4 – Backside Nollie Flip Transfer 270 graus de Carlos Piolho
Veja o resultado completo do campeonato mundial no site: www.cemporcentoskate.com.br.