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Deus é zero

Desde que vi o sonolento show de Clapton no estádio do Pacaembu em 2000, não escuto nem sinal de criatividade em sua obra recente. Este disco não muda minha idéia. Até os anos 90 foi um genial guitarrista, recriou o blues no rock e nunca colocou o título de ?Deus da guitarra? em xeque. Mas desde que largou as drogas e a birita enriqueceu fábulas em libras e perdeu a mão. Agora gravou músicas de Robert Johnson, o gênio que deu rosto e rumo ao blues. Tinha tudo para ser um grande disco, mas Eric não foi além do óbvio e dos clichês que bem manipulava. Blues triste, no mau sentido. (BTN) 

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