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Cultura de praia

BIENAL DO SURF


Duke Kahanamoku cruzando com estilo toda a extensão da onda, Pat Curren andando no bico da prancha, Gerry Lopez buscando o tubo mais profundo, Martin Potter o aéreo mais alto, Kelly Slater competindo para superar o próprio recorde de seis títulos mundiais, Laird Hamilton surfando ondas de 70 pés e visando as de 100.


Seja pelo tamanho das ondas, grau de dificuldade das manobras, nota dos juízes nas competições ou mesmo pelo bem-estar percebido depois de uma boa sessão de surfe, o desempenho vem sendo, ao longo de quase um século de surfe moderno, a forma de medir resultados.


O mesmo vale para a indústria que se criou e que se sustenta, e não só, em torno de milhões de praticantes em todo o mundo. A evolução do desenho e dos materiais de pranchas e equipamentos, o desenvolvimento de tecidos e formas das roupas visando o conforto e a eficiência para os atletas e, em última instância, o faturamento do mercado surfgear/surfwear, que atualmente dita a tendência de moda praia em todo o planeta.


Mas o surfe é muito mais que isso. Desde a sua remota e imprecisa origem em comunidades já extintas e nas quais o ‘esporte’ tinha um apelo sociocultural e religioso, até os dias atuais, nas imagens do Apocalipse de Coppola, nos grafismos de David Carson, nos acordes de Jack Johnson ou nos simples movimentos de Slater surfando sobre uma porta de madeira, surfe é arte, é estilo de vida.


Pode parecer exagero, mas poucos (e diria nenhum melhor) esportes harmonizam exercício e relaxamento, prazer e desafio, contato com a natureza e tecnologia como o surfe.


Um belo apanhado disso a que estou me referindo poderá ser visto a partir de amanhã na 1ª Mostra Internacional de Arte e Cultura Surf, montada no Pavilhão da Bienal até o próximo dia 29.


A Mostra, idealizada por Romeu Andreatta da Cosmmos Editora, segue a linha da ‘Surf Culture’ realizada no Laguna Art Museum, Califórnia, EUA, e é a primeira do gênero realizada na América Latina. Trará a São Paulo alguns dos mais representativos nomes e trabalhos do segmento, dividido em seis setores: pranchas, fotografia, literatura e imprensa, artes plásticas, arte têxtil e audiovisual.


Neste último, a Mostra inclui duas salas de cinema com capacidade para 120 pessoas e programação de 18 filmes por dia divididos em três festivais. O primeiro com clássicos de Jackie McCoy com ‘Blue Horizon’ e ‘Storm Rider’, o segundo com filmes mais atuais de Tailor Steele como ‘Shelter’, todo gravado numa antiga fazenda australiana, e o terceiro com filmes do músico e diretor Jack Johnson, como ‘September Sessions’ e ‘Ticker than Water’.


Além dos festivais, clássicos e novidades do cinema de Holywood, como  ‘Endless Summer’, ‘Step into Liquid’, ‘Surf Adventures’, ‘Dog Town’, ganhador do Sundance 2001, também estarão em exibição.


É uma boa oportunidade para os praticantes mais velhos resgatarem boas lembranças e se atualizarem, para aqueles que surfam mas nunca viram a arte de Lopez em Pipeline conhecerem um pouco do surfe além da competição e para os que não praticam, e geralmente discriminam os que se orgulham em se apresentar como surfistas, reformularem o conceito.


Ingressos a R$ 10,00, estudantes pagam meia.


NOTAS


CORRIDA DE AVENTURA
Duas equipes, a Mamelucos Hertz e a QuasarLontra, representarão o Brasil no Mundial que começa dia 1º no Canadá e terá 50 países competindo. E neste final de semana Brotas (SP) sedia mais uma clínica e terceira etapa do circuito Adventure Camp.


BRASILEIRO DE SURFE
A quarta e penúltima etapa do SuperSurf está acontecendo em Ubatuba (SP) e deve esquentar a disputa entre os locais Renato Galvão e Odirlei Coutinho e o carioca, atual bicampeão brasileiro, Leonardo Neves.


MUNDIAL DE SKATE
O terceiro lugar conquistado no Monster Mastership, na Alemanha, deixou o curitibano Rodil Ferrugem mais perto do bicampeonato mundial de street.
 

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