Por Daniel Salles
Onda, areia, sol e mar não combinam com livro, certo? Errado. Surf, por exemplo, é muito mais que um mero esporte praiano. É cultura de praia – num sentido bem amplo. As proezas em cima de uma prancha de poliuretano são um símbolo e um estilo de vida para muitas gerações. Mas mais do que isso: elas produziram histórias. Muitas histórias, com e sem as tais pranchas, capazes de inundar páginas e páginas de livros dedicados ao esporte.
A biblioteca foi exposta ao público pela primeira vez durante a 2ª Mostra Internacional de Arte e Cultura Surf, realizada no mês passado no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. Trip mergulhou na coleção, que inclui desde romances da década de 50 até títulos infantis, e selecionou alguns dos preciosos títulos para você conferir.
2 Surfing: A History of the Ancient Hawaiian Sport, do antropólogo Ben Finney e do escritor James D. Houston, foi publicado em 1966 e é um importante compêndio da linguagem, cultura e história do surf em suas origens. Os autores reservam a maior parte da obra para explicar a simbiose entre o esporte e o Havaí e mostram a importância capital do surf na vida do lugar.
6 Para quem ainda acha que surf não é cultura, Surf Culture – The Art History of Surfing prova o contrário. Organizado por Bolton Colburn e escrito por gente graúda como Tom Wolfe, um dos precursores do New Journalism, o livro faz um panorama sobre a ousada mistura das artes plásticas com o tradicional esporte havaiano. O resultado é um interessante coquetel de cultura pop, fotografias, gravuras e até óleos sobre tela, com projeto gráfico assinado por David Carson
Todas essas páginas, agora reunidas num mesmo espaço, são um exemplo claro de que a cultura surf não morre na praia.
