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Cigarro mata 300 crianças por ano

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Uma das mais respeitadas organizações não-governamentais antitabagistas dos Estados Unidos, a ASH (Action on Smoking and Health) vem fazendo uma grande campanha em favor de uma lei que condene à perda de custódia os pais que fumam em casa e deixam os filhos expostos à fumaça do cigarro. Em http://ash.org/kids/custodyloss.html, a ASH acusa pais fumantes de crime de abuso e negligência, apoiando-se em um estudo feito pelo médico norte-americano Joseph DiFranza publicado no jornal Pediatrics. De acordo com o estudo, 300 crianças morrem por ano nos EUA por serem fumantes passivos: inalam fumaça de cigarro na própria casa. Pelo mesmo motivo, outras 300 crianças ficam com a saúde seriamente comprometida, surgem 350 mil novos casos de infecção no ouvido, 300 mil de asma, 14 mil operações e, finalmente, a informação de que 4 milhões de crianças adoecem o suficiente para uma visita ao médico.
No Brasil, de acordo com pesquisa realizada pelo professor José Rosemberg, professor titular de Tuberculose e Doenças Pulmonares e Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, da PUC-SP, e ex-presidente do Comitê Coordenador de Tabagismo no Brasil, revelou dados igualmente alarmantes. Num levantamento feito pelo Ministério da Saúde com 70 mil crianças de 21 estados, de zero a dez anos, descobriu-se que metade delas (49,05%) convivia com dois fumantes em casa. Se fizermos a transposição para a população geral do Brasil, que é de 30 milhões de crianças (zero a dez anos), então, por baixo, temos 15 milhões de fumantes passivos no país.
PS: A Organização Mundial da Saúde (OMS) apurou que, em 1998, havia no mundo 700 milhões de crianças fumantes passivas.

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