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Churrasco e Chimarrão

O surfe está próximo de completar 50 anos de vida ativa em águas brasileiras. Houve um tempo em que a rivalidade nas competições nacionais se resumia aos confrontos entre Rio de Janeiro e São Paulo. Saquarema e Itamambuca eram os principais palcos dessa disputa. Mais tarde os catarinenses entraram na briga, depois os nordestinos trataram de estender a concorrência por todo o litoral, e, hoje, o maior campeão nacional é um paranaense.


Desde que o paraibano Fabio Gouveia e o catarinense Teco Padaratz começaram a defender as cores do país no circuito mundial, rivais mesmo passaram a ser os australianos, os americanos, os havaianos. Mas neste final de semana, na abertura do Super Surf 2004, o circuito brasileiro profissional, a boa e velha rivalidade regional voltou a dar as caras.


A etapa de abertura do circuito voltou a acontecer na Joaquina, Florianópolis (SC), e pela primeira vez na história do Super Surf foi dominada por gaúchos. Rodrigo ‘Pedra’ Dorneles e Daison Pereira chegaram às suas primeiras finais do circuito e entraram para a bateria decisiva sob os apupos da torcida que encheu a praia num domingo de sol e altas ondas.


Na verdade a situação apenas contribui para esquentar ainda mais a vibrante competição que tem sido o circuito, sempre com etapas muito disputadas, bem organizadas e valorizando os atletas. Este ano, com as três cotas de patrocínio vendidas para grandes anunciantes, VW, Tim e Skol, tudo indica que o Super Surf decole de vez.


Outro fator que corrobora com essa expectativa é a ida da cobertura televisiva para o Sportv, assim os programas terão maior frequência e duração que tinham na MTV e podem ganhar espaço na programação da Globo.


Nesse clima favorável e com as ondas contribuindo, as disputas na água enchiam os olhos e misturavam atletas da nova com os da velha geração. O veterano Jojó de Olivença, bicampeão brasileiro, que pensa em abandonar o circuito este ano para se dedicar à sua escola de surfe, pegou um tubaço que levantou o público e somou a maior nota da prova, 9,67. Seu algoz foi Pedro Henrique, 19, que com Gilmar Silva, 18, ficou na semifinal, ambos terminando na terceira colocação.


Dorneles, que já representou o Brasil em três temporadas do Mundial, estava embalado na competição. Fez as maiores pontuações da etapa na semifinal e na final e não deu chance ao conterrâneo Daison Pereira. Uma grande final e um grande início de temporada.


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No feminino, sem as sombras de Tita Tavares e Jacqueline Silva, ambas competindo na Austrália no WCT, Silvana Lima passeou, vencendo com facilidade sua primeira prova do Super Surf.


NOTAS


SNOWBOARD


Depois de conquistar o 27º lugar no slalom paralelo gigante e o 16º no boardercross na etapa de Mt. Bachelor, EUA, da Copa do Mundo, Isabel Clark disputa a partir de hoje a etapa final, em Bardonecchia, Itália, onde serão realizados os Jogos de 2006. Riccardo Moruzzi também representará o Brasil.


WAKEBOARD


O circuito brasileiro de wakeboard, começa amanhã em Porto Alegre (RS), e tem novidades. A partir de agora as categorias serão definidas pelo nível técnico, e não mais pela idade. A idéia deve agradar e aumentar a competitividade.


BODYBOARDING 


Começa hoje a segunda etapa do circuito brasileiro de bodyboarding, em Rio das Ostras, (RJ). Como se trata também de uma das pernas do Mundial, WQT (World Qualifying Tour), a etapa terá maior estrutura e premiação.

 
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