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Cada um no seu canto

A foto aí de cima é o recanto do apresentador de rádio e ex-VJ da MTV Gastão Moreira. “Essa é a minha estação de trabalho, onde boto a cabeça para funcionar. CDs, livros e instrumentos estão ao alcance dos impulsos produtivos. Já o pinball é para o break do chá de ervas daninhas”, explica.

Todo mundo tem o seu lugar preferido em casa: a sala onde ouve música, o quarto em que brinca com os filhos, o escritório de trabalho ou simplesmente o sofá para ficar olhando para o teto. Perguntamos a algumas peças descoladas onde eles mais gostam de gastar o tempo em seus cafofos. Espia só as respostas (e as imagens):

 
Pitty, cantora:
“Esse cantinho que eu adoro é um hall de passagem entre os quartos. Coloquei alguns pôsteres que amo: do Chaplin, dos Smiths, da PJ Harvey e do filme Os Bons Companheiros. O xodó é o globo. Eu brinco dizendo que é minha pista de dança em casa”.

 
Carla Lamarca, apresentadora de TV:
“Esse sofá aí de cima é um pecado capital: o da preguiça. É só colocar um filme, deitar nele, que dá preguiça até de pegar um copo d’agua”.


Francis Petrucci, estilista:

“Meu escritório é onde me comunico com o mundo. Os artistas Gêmeos fizeram um grafite na parede de trás, em homenagem a minha filha e eu. É onde passo a maior parte do meu tempo. Trabalho, crio, leio, me conecto no MSN, mando e-mails. Para mim, é um espaço de comunicação, com o mundo e comigo mesma!”

Eduardo Bueno, escritor:
(note que ele não mandou a foto. A desculpa, esfarrapada?, ele conta abaixo numa mensagem deixada na caixa postal do telefone da Trip no dia 18/04, às 10h43)

“Oi. Alô?! Acho que deve ser a caixa postal da Cecília… Aqui é o Eduardo Bueno, que você deve estar querendo matar, com toda razão. E, se ainda não queria, acho que vai querer agora porque aconteceu o seguinte: briguei com minha mulher! Você, em tese, não tem nada a ver com isso, a não ser pelo fato de que quem ia fazer a porra da foto era ela. E baixar no computador… ela ainda. Eu sou um low-tech, assim, um homem gutemberguiano. Então ela não vai fazer! [risos] Eu só posso rir. Espero que você não chore, mas ria também.
Um beijo, tchau”.

Depois de informado que havíamos gostado de sua mensagem e iríamos publicá-la, Eduardo nos escreveu o seguinte:

“Bom, depois de tudo que já armei para vocês, claro que não vou BOIco-i-tar, né? Minha muié num lê a Trip mesmo… Mas, sugiro que não esqueçam de acrescentar que antes “deu galho”. Uma porra de um galho de Araucária no telhado (de vidro – juro! É um tipo meio gay de gazebo, ou gayzebo já que é erguido nas coxilhas do sul. E nas coxilhas não vai nada? Vai galho…). Porra, e o pior é que tem gente que diz que a tal Araucária está em extinção. Só se ela está querendo levar mais gente com ela. Tá, fica sem minha foto desnudo-pelado num cantinho aconchegante aqui de casa…”

(Produção: Cecilia Bellard)

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