Um capacete de moto pode durar a vida toda. Só depende de duas coisas: o forro ser periodicamente reformado e os aspirantes a Valentino Rossi não se esborracharem no chão. Foi com esse serviço que Marcelo Feitosa, 29 anos, começou a trabalhar. Restaurando o próprio capacete, ele viu que tinha jeito para a coisa e passou a prestar serviços para lojas de moto no centro de São Paulo. Depois de um ano nessa vida ele se viu obrigado a chamar um ajudante. Seu irmão Evandro Zero, 22, foi escalado. O caçula tinha contato com o graffiti e a dupla passou a ousar na customização dos acessórios. Os dois montaram a Zeroart M.M., especializada em arte em capacetes e pequenos objetos. Eles produzem dois tipos: os artísticos, em forma de caveiras, imitações dos caps nazistas e desenhos em alto-relevo ? que não servem para segurança ?, e o personalizado, capacetes comuns que os clientes levam até o estúdio para pintura e reforma. Os primeiros custam em média R$ 100, já os outros dependem da complexidade do desenho que o piloto pedir. Pode-se acompanhar o trabalho pela internet, e o estúdio tem serviço de entrega em casa. (Daniel Costa)
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