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Brasileiros no Havaí

O circuito mundial de surfe já tem um novo campeão, o havaiano Andy Irons, 24, 15o atleta a conquistar o título máximo do surfe profissional em 27 anos de Tour. Ele pôde comemorar o campeonato no início da semana passada, ainda nas quartas de final do Rip Curl Cup, penúltima etapa do ano, disputada em Sunset, Havaí.
No início da temporada, apesar de estar há apenas quatro anos competindo na elite mundial e, àquela altura, nunca ter vencido uma etapa do circuito, foi apontado como sério candidato ao título. E logo ratificou as expectativas, vencendo a segunda prova do ano em Bell´s, Austrália, e, na seqüência, nas cascudas ondas de Teahupoo, Tahiti.
Manteve a regularidade e, quando venceu pela terceira vez, em Mundaka, Espanha, depois de ser vice-campeão em Hossegor, França, ambas as finais disputadas com o brasileiro Neco Padaratz, folgou de vez no ranking. Com cerca de mil pontos de vantagem sobre o segundo colocado, veio ao Brasil já com chances de comemorar o mundial por aqui. Não deu. Voltou correndo para casa, ausente que estava, havia três meses.
Nos minutos que antecederam a conquista ainda sofreu um bocadinho. À vontade nas grandes ondas que rolaram em Sunset, sobrava na bateria, mas numa bobeada cometeu uma interferência, foi penalizado e acabou perdendo para Peterson Rosa e Lee Winkler. Como seu único rival na disputa do título, Luke Egan, seguia na competição, viveu alguns momentos de apreensão, que logo terminaram com a derrota do australiano.
Agora, com a taça na mão, aguarda tranqüilo a entrada de uma ondulação que dará início à última etapa, em Pipeline, vencida na temporada passada por seu irmão mais novo, Bruce.
Menos tranqüilos estão os brasileiros. À exceção de Peterson Rosa (16o) e Neco Padaratz (17o), que, tivesse feito na primeira metade do Tour o que vem fazendo na segunda, estaria entre os líderes, fazemos a pior temporada no WCT dos últimos anos.
Dos dez brasileiros que disputam o atual circuito, cinco não têm mais chances de se classificar por esse ranking, sendo que quatro figuram entre os cinco últimos colocados. Outros três, Renan Rocha, Guilherme Herdy, e Teco Padaratz, apostam todas as fichas nos tubos de Pipeline.
Certo é que, no Tour 2003, o número de brasileiros na elite mundial irá cair. Garantidos hoje, apenas dois, Peterson e Neco, pelo WCT e, pelo ranking de acesso WQS, outros quatro, Victor Ribas, Fabio Gouveia e Paulo Moura, que seguem entre os 45 melhores, e Armando Daltro, que faz sua volta ao clube.
Além desses seis, Danilo Costa é nome praticamente certo. Ocupando a 17o posição do WQS, já encerrado, ele só precisa que dois dos atletas a sua frente continuem garantindo a vaga pelo ranking principal. Como nas últimas edições ele viveu situação muito parecida e não se classificou, é melhor aguardar.
Longe do cenário competitivo do North Shore da Ilha de Oahu, a ansiedade vinha da expectativa de ondas gigantes. Em Maui, as mandíbulas de Jaws já mostraram os dentes. Um swell entre os maiores que já rolaram por lá deu prazer e medo, alívio e sufoco para os que marcaram presença. Além da habitual dupla Carlos Burle/Eraldo Gueiros e de Silvio Mancusi, que treinam para a Copa de Tow in, João Maurício Jabor e Pato se juntaram revezando jet ski e prancha e pegaram boas. Infelizmente para Pato a sessão terminou no hospital com o joelho seriamente prejudicado. A temporada de El Niño está só começando.

Boa ação
Atletas de ponta dos esportes de ação farão um jogo de futebol beneficente no próximo dia 18 no Pacaembu. Organizado pela ESPN Brasil o racha terá Bob Burnquist, Sandro Dias, Fabíola Silva, Andréa Lopes, Jorge Negretti entre os protagonistas.

Short adventure
Com 57 quilômetros de percurso, terminou no sábado, no Petar, SP, o circuito de corrida de aventura. Com o recorde de 128 duplas inscritas, a equipe Bairro da Serra venceu a prova, mas o grande vencedor foi um senhor de 68 anos, José Garcia, que participou da etapa anterior no litoral norte e, no sorteio, ganhou uma Mitsubishi L200.

Gelada
O sul-africano Mike Hom, 36, está andando sozinho pelo Pólo Norte numa jornada de 20 mil quilômetros, da Noruega à Sibéria, onde pretende chegar em maio de 2003.

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