Por Regina Trama
Fotos Rodrigo Sacramento
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E então, algo diferente pipocou no mundo das batidas. Era quase meia noite no palco “live” do Skol Beats, o festival de música eletrônica que rolou no último final de semana em São Paulo, quando uma banda, aparentemente tímida, surgiu.
Num espaço pequenino, o grupo começou, aos poucos, a misturar tudo o que era possível. Meteram um bocadinho de percussão e batidas eletrônicas, e uma pitada de guitarras sob os urros de um vocalista performático.
A tímida apresentação em questão atendia por uma sigla: LCD Soundsystem. A banda mais hype do festival também poderia ser considerada a maior surpresa da noite. Alguns anos atrás, seria impensável.
Qualquer coisa com uma sonoridade de guitarras participar de um
No começo da apresentação, o som estava tão “alternativo” que a sensação era de que ainda estavam afinando os instrumentos. Mas ninguém fica imune ao gogó de James Murphy. O cara comandou.
O desconforto passou logo. Num evento tão cheio de preocupação com o visual, é deliciosamente divertido o frescor da novidade. Uma beleza ver a façanha de músicos que não precisam de um palco inteiro – eles só tinham um pedacinho, o resto era do Prodigy – para conseguir encher os olhos de uma platéia deslumbrada.
