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A PRAIA DA POLÍTICA

 

Quatro questões são fundamentais para que o poder púbico vença a sujeira e a poluição, tenha novas ondas e possa ser freqüentado por todos

Na Universidade fui Presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito e Coordenador do Núcleo de Cidadania do Mackenzie. Na época ainda participei ativamente da Ação da Cidadania, a famosa campanha do Betinho de combate a miséria e a fome. Logo depois de formado, dei aula de política contemporânea em colégios de São Paulo e freqüentei a Escola de Governo – curso de extensão da USP para formação de governantes.
Em 1999 me mudei pra Brasília para trabalhar com o então recém nomeado Ministro da Justiça, José Carlos Dias e um ano depois estava em São Paulo participando ativamente da campanha de Marta Suplicy à Prefeita.  Dirigi a implantação da Coordenadoria Especial da Juventude da Prefeitura de São Paulo e coordenei a área ao longo de quatro anos, durante todo o governo Marta. Em 2004, lancei a candidatura de Soninha a Câmara dos Vereadores e chefiei seu gabinete por dois anos.
Nas minhas experiências privadas o aspecto público também sempre foi marcante: no Studio SP, promovemos shows gratuitos para lançamento de novas bandas e exposições de artistas emergentes  e o Overmundo – site multicultural e colaborativo – foi doado para um Instituto sem fins lucrativos.

BIG BROTHER DO BEM
O resumo do currículo acima é pra demonstrar que a política é minha praia,  sempre foi. Participei, como relatado, de diversas experiências e convivi com personagens importantes.  Vi gente que considerava bacana ser picada pela “mosca azul” e absorvida pelo sistema vigente. Vi outros desistirem diante das dificuldades e da sujeira. Sinto-me, portanto, apto a analisar com olhar de quem conhece, a atual conjuntura política do pais para assinar essa coluna de nome tão forte: outra política.
Mas qual seria essa outra política? A reposta passa necessariamente por  quatro questões cruciais: 1) A outra política é 100% transparente e deve usar todas as tecnologias e a internet para se expor ao máximo num grande big brother público. 2) Ela deve ser também acessível e informal, ou seja, ao alcance de todos que queiram participar, sem burocracias e especialmente sem formalismos exagerados das “excelências” de plantão. 3) Deve também ter cabeça aberta para  novo, ou seja, captar todas as práticas e comportamentos da nova geração, como se pautar pela sustentabilidade e a economia criativa. 4) deve olhar pro futuro, buscar a nova ordem mundial  da eficiência e do bem estar, rompendo com os dogmas setentistas de direita x esquerda, estado máximo x estado mínimo, comunismo X liberalismo etc.
Nos próximos meses pretendo me aprofundar em cada uma dessas questões para esboçar idéias que em última analise permitam que a praia da política consiga vencer a sujeira e a poluição, tenha muitas novas ondas e principalmente possa ser freqüentada por todos e não apenas por “malucos” como eu.

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