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À espera da tormenta

A pressão aumenta enquanto o prazo diminui. O telefone dos melhores big riders do mundo pode tocar a qualquer momento e levar o seleto grupo de caçadores de ondas gigantes para a África do Sul ou Chile. Na praia de Iquique, Chile, acontecerá a 4ª etapa do APT World Tour, o novíssimo campeonato mundial de tow-in organizado pela Association of Professional Towsurfers, e na Cidade do Cabo, África do Sul, acontecerá o Red Bull Big Wave África 2007.
As duas competições estão com suas janelas abertas: em Iquique a espera pelas ondas ideais começou dia 31 de julho e vai até 1º de setembro, já em Dungeons, na Cidade do Cabo, a janela dura de 1º de junho a 31 de agosto. Quando os radares confirmam a chegada da tormenta – que pelas regras deve ter ondas com no mínimo 35 pés –, os surfistas convidados são avisados com 48 horas de antecedência, tempo para empacotar as pranchas, arrumar as malas e seguir para o pico.

Os únicos brasileiros à espera dessa ligação são os pernambucanos Carlos Burle e Eraldo Gueiros. A expectativa é que nesses dois torneios estarão as maiores ondas do ano, afinal, ainda não vimos nenhum swell consistente, e Dungeons tem sido palco para ondas premiadas: em abril, no concorrido Billabong XXL, o Oscar do tow-in, Dungeons presenteou Greg Long, da Califórnia, com o prêmio de Maior Onda, surfada em 30 de julho de 2006.
O desafio de Iquique será a última chance em 2007 para o APT World Tour se firmar como “o mundial de tow-in”. O circuito tem quatro etapas – North Shore (Havaí), Maui (Havaí), Puerto Escondido (México) e Iquique (Chile) –, mas só a primeira, no North Shore, aconteceu, e com ondas pequenas para o torneio, 14 pés; sem ondas, a segunda e a terceira nem sequer ocorreram.
O Big Wave África acontece há nove anos e tem premiação de US$ 40 mil, mas só foi de fato realizado três vezes. O mesmo Greg Long, vencedor do XXL deste ano, foi o campeão em 2003 e os sul-africanos levaram as edições de 2000 e 2006, com Sean Holmes e John Wittle, respectivamente.
Mesmo tendo de lidar com a incerteza da ondulação ideal, a organização do campeonato trabalha duro para tornar as competições de tow-in mais profissionais e desafiadoras – unindo a nova geração, que cresce a cada ano, com os veteranos das ondas grandes.

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