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20 SEM TIRAR

Este é um mês especial na história da TRIP. O TRIP FM, o primeiro ?filho? da casa, está celebrando 20 anos. Selecionamos os melhores momentos e contamos a história desse programa que tem muito que comemorar   

 fotos Eduardo Marçal


 


Quem não conhece a cara, com certeza reconhece a voz. Todo funcionário recém-contratado que cultiva o hábito de escutar o TRIP FM toma um susto quando escuta ?aquela voz? ecoar nos corredores da editora. A sensação é a de que alguém deixou o rádio ligado, tamanha a marca deixada pelo programa. Com música de qualidade, informação de primeira, esporte, irreverência e um certo nonsense, o TRIP FM consolidou sua personalidade ao longo dos 20 anos de existência, independentemente da rádio em que é transmitido ? hoje são mais de 15 emissoras, que atingem 350 cidades brasileiras (confira a programação na tabela no fim desta matéria).


 


O programa surgiu quando Paulo Lima, então correspondente paulista da revista Visual, negociava publicidade com a OM, marca de surfwear do hoje deputado estadual Turco Loco, na época apenas Alberto Hiar. Paulo comentou que tinha um programa formatado na cabeça, e Turco fez a ponte com o dono da rádio 97 FM de Santo André, então uma emissora experimental, popular entre a moçada no começo dos anos 80. Surgia assim o Visual Esportivo Surf Report, programa de uma hora de duração. Com o amigo surfista Luiz Guilherme Sala, o DJ Feio, hoje sócio da rave XXXperience, Paulo começou a gravar o programa dentro de uma caixa de papelão daquelas que protegem geladeiras, num prédio ainda em construção ? ?Surfista Calhorda?, dos Replicantes, foi a primeira música tocada naquela sexta de setembro de 84.


 


Como na época havia pouquíssimos aparelhos telefônicos no longínquo litoral norte paulista, o programa dava a previsão das ondas nas sextas-feiras graças à boa vontade dos amigos surfistas caiçaras que ligavam à cobrar do orelhão. E Feio completava a performance, com um set que mesclava skate rock e surfmusic ? quase tudo inédito no Brasil. ?Fomos nós que tocamos pela primeira vez The Smiths no país?, lembra o DJ.


 




Diversidade


Em 1987, o programa mudou de nome, de rádio, de horário, mas não de dia. Para fortalecer o nome da revista, passou também a chamar-se TRIP e começou a ser transmitido pela 89 FM, de São Paulo, único veículo que realmente interessava ao público jovem da época e que apostou no programa. Mas se manteve às sextas por causa dos ouvintes cativos que chegavam a parar o carro na estrada para não perder o sinal e o já consagrado ?boletim das ondas?. O programa também ganhou um novo DJ, personagem cultuado no underground paulistano, mas desconhecido do público, Arthur Veríssimo.


 


Daí em diante o programa só cresceu, influenciando uma geração de ouvintes. Gente como Marco Bianchi, hoje no Rock Gol da MTV e um dos criadores do Sobrinhos do Athayde: ?Eu adorava e sou muito grato porque o TRIP FM foi o primeiro programa a nos dar espaço?. Chamadas usando personagens ?non sense? também marcaram a história do TRIP FM. Quem não se lembra da vovó Meire, conclamando todos os ouvintes a ligarem o rádio para curtir o programa? O que ninguém sabe é que a saudosa Meire era a avó do paisagista Gilberto Elkis. E que a pobre senhora teve que recitar inúmeras vezes a vinheta até conseguir gravá-la por inteiro.


 


Hoje, o TRIP FM  tem formato de talk show. Comandado por Paulo Lima, tem participação de Arthur Veríssimo, que dá dicas sonoras e diverte os ouvintes com seus comentários sem pé nem cabeça. Cantores, empresários, atores, jornalistas e muitos esportistas já passaram pelo crivo dos dois apresentadores, que se equilibram entre a irreverência e a seriedade. Se você nunca ouviu, agora sabe o que está perdendo.





?Gosto de qualquer tipo de mulher e sou favorável a ficar com quem realmente se deseja? (Jorge Benjor)


 


?A Aids é uma doença enviada por Deus para acabar com os infiéis?


(Paulo Maluf, 7/8/92)


 


?Eu olhava ao meu redor no cinema e questionava o porquê de as pessoas estarem rindo? (Paulo Miklos sobre o filme O Invasor, 15/2/02)


 


?Eu me orgulho de ser brasileiro. Aonde o Pelé chega é o Brasil que está chegando?


(Pelé, 15/2/02)


 


?Posso pedir uma música? Mas eu não sei o nome e nem quem canta?


(Luana Piovani, 8/2/92)


 


?Só funciono depois de grandes traumas, mas continuo o mesmo?


(João Gordo, 2001)


 


?Não concordo com a capa da revista Época, mas não critico o conteúdo. A frase somente não explica nada. Eu não disse que fumo para fazer apologia?


(Soninha)


 


?Se eu levasse a TRIP da Luana para o pessoal da Al-Qaeda, a Guerra Santa acabaria amanhã?


(o jornalista Pepe Escobar, enviado ao Afeganistão, 8/2/92)


 


?Minha alimentação continua sendo comida?


(Maguila ao ser perguntado sobre que tipo de alimentação andava fazendo para a disputa do título mundial de pesos pesados)


 


?O que a pessoa veste tem a ver com o que ela pensa?


(Eliana Tranchesi, 22/6/01)

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