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Otto 2001

O galego cosmopolita de Belo Jardim, cidade do agreste pernambucano, tira música de tudo: chacoalham umas moedas no bolso e lá vem um xote eletrônico, o vento mexe nas panelas e tome polca de primeira, um bêbado sem-teto entra num boteco e dá-lhe um fraseado de repente.

Tudo com muita psicodelia, essência tão importante para o mangue beat quanto os samples de ciranda e maracatu.

Batuqueiro nas ruas e metrô de Paris, onde viveu a sua temporada, ele não esqueceu nem mesmo de cantar na língua de Gainsbourg, a quem sempre dedica homenagens noturnas nas mesas de bares.

Seu primeiro trabalho solo, “Samba pra burro”, lançou Otto como artista revelação e nome promissor na nova safra de músicos brasileiros. 

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