por Banco do Brasil

Ser igual, mas diferente

apresentado por Banco do Brasil

O respeito à diversidade pautou os debates promovidos no Espaço Banco do Brasil durante os dois dias da Casa Tpm

Eis um paradoxo: para garantir a igualdade, é preciso respeitar as diferenças. Confuso? Não, necessário: uma sociedade mais justa e inclusiva pede a quebra da homogeneidade nos mais diversos meios e a garantia do espaço para todas as identidades. A partir dessa premissa, o Banco do Brasil, patrocinador da Casa Tpm, marcou sua presença nos dois dias do evento. No sábado, Flávia Durante, jornalista e fundadora do Pop Plus – importante feira de moda e cultura plus size que chega à sua 22ª edição este ano –, subiu ao palco com Márcia Winck, gerente-geral do Banco do Brasil, em debate mediado pela jornalista Renata Simões.

Márcia, que está há 26 anos no banco, contou sobre a evolução da instituição no que diz respeito à igualdade entre gêneros. "Há 50 anos, as mulheres sequer podiam prestar concurso público. Hoje, temos programas de cotas que não excluem a meritocracia, mas reconhecem que esse mercado oferece menos oportunidades para as mulheres", diz a executiva.

Já Flávia falou sobre a questão de gênero com um recorte ainda mais específico: a gordofobia, muito presente em diversos setores, sobretudo na moda. "O grande mercado da moda ignora o gordo, o vê como cafona, preguiçoso. A mudança que houve foi de dentro para fora. A mulher gorda, principalmente, cansou de não se enxergar na moda, na mídia, na cultura pop e começou a exigir representatividade", conta. "O mercado percebeu o movimento, entendeu que a moda plus size também tem que ser autoral, ter personalidade. Evoluímos bastante, mas é uma mudança lenta, tímida." E, segundo Flávia, ainda há muito a ser feito, inclusive dentro do próprio mercado plus size. "Foi criado um padrão da gorda idealizada, sem barriga, sem papada, com cinturinha e quadril largo. A moda feita para essas pessoas as exclui." Para Márcia, as novas gerações já estão chegando com esse olhar mais apurado para a diversidade. "Hoje, quem está à frente das organizações são os jovens, que são mais conscientes, já têm essa preocupação", explica.

O futuro a nós pertence

No dia seguinte, mais conversa sobre inclusão e pluralidade: Maristela Salles, superintendente estadual do Banco do Brasil, participou do debate de abertura com Djamila Ribeiro e Sophie Charlotte, com mediação de Milly Lacombe. Sob o tema "O que será de nós em 2038?", elas conversaram sobre os mitos da meritocracia no Brasil e os perigos de uma sociedade que apoia o que Djamila chamou de "romantização do sacrifício" e exclui negros, mulheres, pobres e outros grupos minoritários. "Cresci no matriarcado, em uma casa onde eram as mulheres quem mandavam. Sempre achei que eu fosse uma vencedora, mas não, sou é sortuda, tive oportunidade", disse Maristela durante o debate.

Moda para ser feliz

À tarde, foi a vez da consultora de estilo Fernanda Resende bater um papo com Paula Mazanek, Head de Investimentos do Banco do Brasil. E a troca foi além das combinações de peças: Fernanda falou da moda como forma de se colocar no mundo, o vestir como bem-estar emocional. "A gente precisa 'destralhar' o armário daquilo que não deixa a gente maravilhosa, feliz com nós mesmas, sabe? Roupa que deixa a gente ‘mais ou menos’ não serve", ensinou a consultora. As duas ainda conversaram com a plateia sobre a ideia do feminino na moda. "O que é feminino? Uma roupa justa? Curta? Cor-de-rosa? Não, né? É preciso se descolar desses ideais e entender que a feminilidade pode aparecer de formas diferentes", disse Fernanda. "Na moda, o padrão é não ter padrão e ‘sempre’ e ‘nunca’ não existem." Essa lição a gente leva não só para o guarda-roupa, mas para a vida.

Para não perder nada

O espaço do Banco do Brasil ofereceu alguns mimos aos visitantes, como água aromatizada e totem com carregadores de celular, além de frutas variadas à vontade no hall da casa e descontos para clientes BB nas foodbikes.

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