Logo Trip

Aerosmith não poupou clássicos em SP. E o público aprovou

Aerosmith não poupou clássicos em SP. E o público aprovou

em 13 de abril de 2007

COMPARTILHE facebook share icon whatsapp share icon Twitter X share icon email share icon

Texto Nathalia Birkholz Foto MRossi

As mais de 60 mil pessoas que encheram o Estádio do Morumbi na noite de 12 de abril serviram para confirmar que o Aerosmith, pelo menos no Brasil, não é uma banda de rock – ou hard rock. Aqui, na capital paulista, Steven Tyler e cia são um fenômeno pop.
 
Como já era de se esperar, o show da turnê “Route of All Evil” foi saudosista, até porque os dois últimos discos da banda são compilações de hits. Soaram por lá as canções das antigas que todo mundo gosta, como “Dude (Looks Like a Lady)”, “Janie’s Got a Gun” e “Love in an Elevator”. Esta última, por sinal, marcou a entrada do quinteto de Boston, que causou um frenesi intenso principalmente entre a ala feminina.
 
Mas foi exatamente nas baladinhas românticas que Steven Tyler, Joe Perry, Brad Whitford, Tom Hamilton e Joey Kramer ganharam o público. Se quando as guitarras distorciam a platéia era distante, nos momentos românticos, o coro era intenso. “What it takes”, “I don´t want to miss a thing” e, principalmente, “Cryin'”, com direito ao famoso videoclipe com Alicia Silverstone no telão, mexeram com o coração dos fãs. Por isso a conclusão do primeiro parágrafo sobre a banda ser um fenômeno pop em terras verde-amarelas. Ou será que todos os nossos roqueiros estão numa fase emo?
 
Se a platéia estava emotiva, a banda exalava combustível. No auge de seus 59 anos, Steven é frenético no palco, mesmo a base de água e coca-cola. Não pára um segundo, faz malabarismos com o pedestal, espirra garrafas de água e divide o microfone com o guitarrista Joe Perry de forma tão íntima que até parece que seus lábios se tocam. E mais uma vez a mulherada pira.
 
Perry teve ótimos momentos: assumiu o vocal no cover de “Stop Messin Around” evidenciando o lado blueseiro da banda, chamou a atenção tocando guitarra havaiana em “Rag Doll” e, durante um solo, correu e se jogo em cima da bateria, tudo como manda o figurino de um astro do rock.
 
No bis, tocaram “Walk This Way”, música regravada em 1986, em parceria de Run DMC, que conquistou fãs de rap e rock no mundo inteiro. Não poderia ser melhor.

COMPARTILHE facebook share icon whatsapp share icon Twitter X share icon email share icon