por: Buscofem

Mulheres que marcaram
a história

apresentado por Buscofem

Para reconhecer a força das mulheres, Bia Varanis, do projeto As Mina na História, resgata dez nomes inspiradores

A estudante de história da América Latina Bia Varanis, de 21 anos, criou o projeto As Mina na História em 2015, antes mesmo de ingressar na faculdade. A intenção era descobrir e relembrar mulheres que foram agentes de transformação, mas que acabaram esquecidas ao longo do tempo. A ideia surgiu ao se deparar com uma pergunta sobre Maria Bonita, primeira mulher a participar do cangaço, movimento masculino do sertão nordestino, em uma Olimpíada Nacional de História do Brasil durante o ensino médio.

"Por que eu nunca tinha ouvido falar da Maria Bonita ou de outra mulher pioneira?", se questionou. Dessa reflexão, a estudante criou o projeto que hoje rememora mulheres que marcaram a história com seus feitos e descobertas. "Manter essa memória viva é essencial para perceber que também fomos inventoras, pioneiras e importantes para a evolução da história. Pensar naquelas que vieram antes de nós e que abriram os caminhos para que estejamos aqui hoje, além de inspirar, nos leva muito além do que achamos que podemos. Nós sempre fizemos e vamos continuar fazendo história", acredita.

Conheça abaixo dez mulheres incríveis que marcaram a história e o ano em que elas nasceram.

1847: Francisca Edwiges Neves Gonzaga

Mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, foi a primeira pianista de choro e autora da primeira marcha carnavalesca — Ô abre alas, de 1899. Além disso, foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Natural no Rio de Janeiro, é considerada a primeira mulher negra maestrina brasileira. Chiquinha faleceu em 28 de fevereiro de 1935, no Rio de Janeiro. Em maio de 2012, foi sancionada a Lei 12.624, que instituiu o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, comemorado no dia de seu aniversário.

1885: Georgina de Albuquerque

Natural de Taubaté, ela é considerada a introdutora do impressionismo no Brasil. Estudando artes desde cedo, aos 17 ela confrontou o diretor da Escola de Belas Artes para que pudesse ingressar na instituição e estudar arte, como os demais alunos. Em Paris, cursou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, onde especializou-se no impressionismo. Em 1922, já no Brasil, fez a primeira pintura histórica realizada por uma mulher, o quadro Sessão do conselho do Estado que decidiu a independência. Após se dedicar ao magistério, em 1950 tornou-se a primeira mulher a ser diretora da Escola de Belas Artes. Morreu no Rio de Janeiro, no dia 29 de agosto de 1962.

1890: Celina Guimarães Viana

Só em 1934 as mulheres tiveram o direito ao voto incorporado à Constituição Brasileira, graças a ajuda de Carlota Pereira de Queiroz, a primeira mulher a ser eleita deputada federal no Brasil. Porém, muitos anos antes de o direito ser assegurado pelo Estado, a primeira mulher a votar foi a professora Celina Guimarães, aos 29 anos, no Rio Grande do Norte. O estado foi o primeiro a regular o Serviço Eleitoral, estabelecendo que não haveria mais distinção do sexo para o exercício do voto. Nesse mesmo dia, Celina deu entrada a uma petição para que pudesse ser incluída no rol de eleitores do município e, após aprovação, enviou um telegrama ao presidente do Senado Federal para que todas as outras mulheres tivessem o mesmo direito. Assim, Celina entrou para a história como pioneira do voto feminino. Faleceu no dia 11 de julho de 1972, em Belo Horizonte.

1900: Leona Chalmers

Nascida nos Estados Unidos na década de 1900, Leona inventou o primeiro coletor menstrual, em 1937. Foi também atriz e escritora. Sobre a ideia do coletor, que foi patenteado, ela dizia ter encontrado a resposta para um problema "tão antigo quanto Eva". De 1950 até 1970, Chalmers fez parceria com uma grande empresa para produzir uma nova versão do copo, chamado de Tassette, e uma opção descartável, o Tassaway. Para combater a popularidade dos absorventes, investiram em uma enorme campanha de educação com palestras por todo o país. Apesar das inúmeras tentativas, as mulheres ainda não se sentiam tão confortáveis em manipular o próprio corpo, especialmente seus órgãos sexuais. Em 1973, a empresa fechou suas portas e os copos deixaram de circular nos EUA. Leona também escreveu o livro O lado íntimo da vida de uma mulher, sobre cuidados vaginais e higiene sexual.

1905: Nise da Silveira

Natural de Alagoas, aos 15 anos, Nise foi a única mulher em uma turma de 157 rapazes na Faculdade de Medicina da Bahia. Formou-se em 1926. Após alguns anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde tornou-se psiquiatra. Em 1944, iniciou seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Sua principal luta era contra as técnicas psiquiátricas que considerava agressivas aos pacientes. Criou, em 1946, o setor de Terapia Ocupacional e em 1952 fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que criou na instituição junto aos pacientes. O acervo do museu tem mais de 350 mil obras. Nise faleceu no Rio de Janeiro, no dia 30 outubro de 1999.

1914: Lina Bo Bardi

Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi, nasceu na Itália, em dezembro de 1914. Após se formar em arquitetura pela Universidade de Roma, montou um escritório em Milão e fundou, ao lado do arquiteto Bruno Zevi, a revista semanal A Cultura Della Vita. Em 1946, traumatizada pela guerra, veio para o Brasil e se naturalizou brasileira. Morando em São Paulo, construiu a Casa de Vidro no bairro do Morumbi, onde hoje funciona o instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi. A obra foi tombada como patrimônio histórico em 1987 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico. Lina também deu aula na USP, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, dirigiu o Museu de Arte Moderna na Bahia, projetou a primeira obra do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e executou o Sesc Pompeia, também na capital paulista. Além disso, coordenou a Escola de Desenho Industrial do Masp, primeira iniciativa voltada ao campo do ensino de desenho industrial no Brasil.

1926: Vivian Maier

Vivian Maier trabalhou como babá por mais de 40 anos e, durante suas folgas, fotografava a cidade com sua câmera Rolleflex, além de fazer inúmeros auto retratos em lojas, espelhos e lugares por onde andava. Com isso, se tornou uma fotógrafa especializada em fotografar rua. Ela guardou mais de 150 mil fotografias que registram esses momentos, memórias que só foram descobertas e reconhecidas após sua morte, em 2009, aos 83 anos.

1935:  Lélia Gonzalez de Almeida

Filha de um ferroviário negro e de uma empregada doméstica indígena, Lélia nasceu em Belo Horizonte e tinha mais 18 irmãos. Mesmo com todas as dificuldades, graduou-se em história e filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e fez mestrado em Comunicação Social e doutorado em antropologia política. Como professora, ela lecionou em diversas escolas de nível médio e universidades. Ajudou a fundar organizações como o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), o Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga e o Olodum. Sua militância em defesa da mulher negra a levou ao Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), onde atuou de 1985 a 1989. Em 1982, Lélia escreveu Lugar de negro, junto com Carlos Hasenbalg. É considerada a primeira intelectual negra no país. Morreu no dia 10 de julho de 1994, no Rio de Janeiro, aos 59 anos de idade.

1939: Wendy Carlos

De Rhode Island, Estados Unidos, Wendy é uma compositora e musicista de música eletrônica, uma das primeiras artistas a utilizar sintetizadores e a primeira mulher trans no segmento. Em 1972, trabalhou com Stanley Kubrick na trilha sonora do filme Laranja mecânica. Mais tarde, em 1980, voltou a trabalhar com Kubrick na trilha de O Iluminado. Ela continua na ativa, fazendo trilhas sonoras e experimentações musicais. Em seu site, posta fotos de seu hobby favorito: fotografar eclipses.

1943: Valerie Thomas

Nascida em Maryland, Estados Unidos, Valerie formou-se em física na Morgan State University e foi trabalhar como analista de dados na Nasa, onde depois de um tempo passou a gerenciar o programa Landsat/Nimbus, que produziu milhões de imagens da Terra. Em 1976, descobriu que os espelhos côncavos podem criar a ilusão de objetos tridimensionais e começou a experimentar como poderia transmitir visualmente a ilusão 3-D. Em 1980, Valerie patenteou seu transmissor de ilusão. Durante sua carreira na NASA, sempre se envolveu em desafios, como o desenvolvimento de um sistema de dados de computador em tempo real para operações por satélite. Pensando em como aproximar seu conhecimento da comunidade, ela se dedicou a criar grupos de alunos de ensino fundamental e superior, se tornando um verdadeiro modelo para potenciais jovens negros.

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