Combatendo o racismo e o sexismo

“Indignação sempre foi a palavra que mais me impulsionou. Odeio injustiça”, conta a filósofa Sueli Carneiro, 67, que viu o racismo surgir cedo em sua vida. “Meus pais me educaram dizendo que poderia ter problemas por causa da minha cor e que teria que cuidar disso. Quando era criança, resolvia batendo.” Aos 20 anos, a reação mudou: “Tive meu primeiro contato com os movimentos feminista e negro. Percebi que a luta não precisava ser solitária ou individual. Virou uma questão política”.

Há 30 anos, Sueli fundou, ao lado de outras nove mulheres negras, o Geledés – Instituto da Mulher Negra. Primeira organização negra e feminista independente de São Paulo, o Geledés escancara a desigualdade e impulsiona estratégias de inclusão. Na prática, trabalha junto às maiores instituições públicas e privadas no país, combatendo o racismo e o sexismo.

Nessa luta, Sueli participou de audiências públicas do Supremo Tribunal Federal (STF) para a criação de cotas. Dez anos depois, com três vezes mais negros na universidade no Brasil, ela se depara com uma nova situação: “Os jovens se defrontam com o racismo no mercado de trabalho”.

Sueli também atua na criação e difusão de cursos de cidadania para mulheres de periferia e lideranças populares na área de proteção à mulher com a criação de programas e aplicativos, além do desenho de políticas públicas para a igualdade de gênero. “É a nova geração que leva esse legado. Tenho recebido muito carinho, e com isso vem a certeza de que a luta valeu a pena.”

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